Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/10/2018
O dia primeiro de Abril,conhecido popularmente no Brasil como o “dia da mentira”,foi originado em 1828,durante o período Imperial,quando publicado em um periódico uma matéria falsa sobre a morte de D. Pedro.A propagação proposital de mentiras é comum na história do país.Hoje,entretanto,com a difusão das redes sociais,as inverdades,em níveis alarmantes,alcançam,cada vez mais,um maior número de pessoas.É importante analisar como a ausência de mecanismos para levar as denúncias nas redes para a Justiça e o imediatismo individual influenciam na dificuldade de cessar a proliferação das fake news.
Convém ressaltar,a princípio,que as denúncias a publicações no meio virtual não são eficientes para impedir as notícias falsas.Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachussets,essas notícias são 70% mais propagadas do que as verdadeiras.Tal fato é facilitado em virtude da falha das redes sociais em garantir a segurança.Nesse sentido,quando um usuário identifica imagens e reportagens mentirosas,ele pode denunciar o conteúdo.O meio social se responsabiliza somente por retirar a matéria imprópria do ar.Como não existe uma parceria entre os organismos e o governo,para que que as publicações indevidas sejam encaminhadas à Justiça com o objetivo de punir os criadores,as preposições não são desmentidas.Assim,os indivíduos continuam a acreditar nas mensagens e perpetuam sua difusão,mesmo que oralmente e,portanto,garantem a manutenção dos perigos que podem afetar a imagem alheia e momentos de eleições.
Ademais,o impulso dos usuários em transmitir as informações são desafios para minimizar as consequências geradas pelas fake news.De acordo com a teórica política alemã,Hannah Arendt,a “Banalidade do mal” consiste na ausência da elaboração de análises críticas e reflexivas.O conceito pode ser aplicado no âmbito da comunicação virtual,já que as pessoas compartilham postagens sem antes realizarem um julgamento moral.Dessa forma,o imediatismo as impossibilita de investigar aprofundadamente o assunto em outras fontes e pensar sobre a influência negativa que isso pode acarretar aos inocentes.
Em síntese,a inexistência de uma colaboração das redes sociais com o governo e a impulsividade dos usuários permitem a proliferação dos perigos com a publicação das notícias falsas.Por isso,os representantes das redes sociais em parceria com o Ministério da Segurança Pública,podem solicitar que os centros de pesquisa universitários,com o financiamento da CNPq,desenvolvam um software que possibilite o encaminhamento das denúncias no âmbito virtual para a Justiça.Esta,deverá investigar os envolvidos e tomar as ações necessárias.Somente com tal medida os problemas serão resolvidos.