Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/10/2018
As notícias falsas ganham cada vez mais notoriedade no nosso cotidiano pela facilidade de disseminação desta pela internet, além de poder influenciar diretamente, dentre outras situações, a escolha de um presidente durante o período de eleição. Isso ocorre devido a ignorância e falta de fiscalização.
Em primeiro plano, vale ressaltar que grande parte dos brasileiros não procuram saber a fonte ou qualquer outro dado que possa definir como verdadeira uma manchete e sofrem consequências. O caso da servidora Mônica Rodrigues ilustra bem essa situação, ela compartilhou uma notícia alertando sobre uma suposta ação cirúrgica realizada de forma errada por um veterinário e foi processada e obrigada a pagar dez mil reais por danos morais, segundo o jornal Estadão.
Ademais, as “fake news” não são desmentidas depois de postadas ou impressas, ao contrário do que aconteceu no Brasil durante o período colonial. Após espalharem a notícia que D. Pedro havia morrido, como forma de celebrarem o dia da mentira, os jornais expuseram a verdade no dia seguinte. Como prova do impacto que pode ser causado na sociedade é que tal item continuou a circular por 20 anos.
Para que se reverta, portanto, esse cenário caótico, iniciativas privadas juntamente com a mídia propagandística podem ajudar a população a identificar e a denunciar quando ver frases suspeitas. Isso pode ser feito indicando que manchetes sensacionalistas e as que citam nomes de figuras públicas exigem maior atenção e pesquisa. Dessa forma, o Poder Judiciário poderá julgar o maior número de causas e exigir postagem explanando a verdade, sujeitos à multa caso não cumprirem. Assim, haverá minimização da ocorrência de “fake news”.