Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/10/2018
Durante a Alemanha nazista, Hitler utilizava-se de notícias falsas para conseguir apoio da população de seu país. Hodiernamente, tal fato histórico assemelha-se ao uso das mídias digitais para manifestações políticas e sociais. Nesse contexto, não há dúvidas de que a “fake News” representa uma ameaça, inclusive a democracia, o que se deve a fatores como manipulação e passividade social.
Em primeira análise é importante destacar que grande parte das informações inverídicas não são realizadas de forma inocente, mas tem como intenção induzir o espectador a um posicionamento de interesse. Similarmente Joseph Goebbels disse “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”, a qual concretiza o objetivo de muitos criadores de conteúdo e veículos de comunicação. Por meio disso, a recente eleição dos Estados unidos, utilizou de notícias falsas atacando a candidata à presidência do partido democrata, Hillary Clinton, o que poderá ter influenciado a decisão de muitos eleitores.
Paralelamente a essa dimensão tem-se uma sociedade a qual aceita de forma passiva notícias que sejam cômodas aos seus posicionamentos. Ademais, a revista Gazeta online, entre outras, publicou um estudo cujo declara que as “fake news” se espalham 70% mais rápido que as notícias verdadeiras, o que acarreta na lesão dos interesses sociais, evidenciando a preferência por notícias que sejam benéficas.
Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o problema. Assim cabe a mídia televisiva, aprimorar a criação e introdução de enredos que falem dos danos da “fake news”, afim de por meio da ficção engajada, com seriedade, diminuir a alienação e aumentar o debate em cadeia nacional. De forma simultânea, deverão ser geradas empresas de fiscalização midiáticas, de maneira usual, pelo ministério da ciência, tecnologia, inovações e comunicações. De tal maneira, observada a ação da mídia e do estado, novos casos como as propagandas de Hitler não ocorrerão.