Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2018

Globalização, internet, informação. Elementos fundamentais para a construção de um projeto essencial de intercomunicações entre os mais diversos pontos do globo, mas que se revelam também altamente perigosos, sobretudo com relação ao Fake News. Nesse sentido, entre os riscos mais evidentes, pode-se notar a alienação do indivíduo, bem como a difamação de pessoas, o que promove distúrbios sociais frequentes.

Primeiramente, quando o dramaturgo Steve Tesish afirma o conceito de pós-verdade, evidencia os entraves e perigos causados pelos discursos falaciosos que tendem a ser creditados como verdadeiros no mundo atual. Como exemplo, pode-se mencionar o triste caso de Fabiane Maria que, em 2014 teve sua foto compartilhada nas redes sociais como sendo uma sequestradora de crianças, e assim, a moça foi linchada e espancada até a morte por moradores de Guarujá, em São Paulo. Diante disso, o Fake News demonstra-se como uma ferramenta extremamente negativa, haja vista que usam de diálogos, notícias e discursos falsos - dispersados, principalmente nas redes sociais- para difamar, constranger e até incriminar diversas pessoas.

Outro risco que merece ser mencionado encontra-se na acentuação da falta de criticidade e análises nos mais diversos setores sociais com relação aos bombardeios informacionais atual. De acordo com Durkhein, o fato social caracteriza-se como uma maneira de agir e de pensar, dotado de generalidade, exterioridade e coercitividade, de modo que o indivíduo tende a seguir as regras que a sociedade o impõe. Seguindo essa linha de raciocínio, é simples perceber que se um Fake News é espalhado na sociedade, a tendência é que uma parcela significativa da sociedade considere a notícia como verdade, espalhando e consumindo-o sem os devidos cuidados. Como resultado, têm-se o aumento de golpes, preconceitos, comportamentos violentos e, assim, um regresso evidente em estruturas sociais e cidadãs.

Portanto,evidenciam-se diversos perigos que noticias falsas refletem na sociedade. Desse modo, para minimizar e combater tal problemática, faz-se necessária a ação conjunta entre ministérios educacionais e mídia. O primeiro, pode agir dentro das salas de aula, por meio de aulas interativas, palestras, feiras culturais que demonstrem o caráter negativo que o Fake News gera na sociedade. O segundo, no papel das redes de telecomunicações, devem agir por intermédio de profissionais que tenham experiência reconhecida nesse cenário específico, capazes de selecionar, fiscalizar e ‘‘peneirar’’ notícias, no intuito de fornecer ao meio meio social fatos realmente verídicos. Assim, aumentam-se as chances de formar um meio social mais crítico e uma cidadania pragmática e realmente legítima.