Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
É notório que, a disseminação de notícias falsas, também conhecidas como “Fake News”, tem causado divergências de opiniões, principalmente, entre os profissionais da comunicação e os aplicativos responsáveis pela veiculação das notícias. Dentre os fatores, podem ser destacados os seguintes aspectos: a credibilidade nas notícias que tem sido cada vez menor devido a esse entrave, como também a desvalorização dos profissionais que acabam sendo contaminados pela desconfiança do telespectador.
A disseminação de notícias caracterizadas como verdades, tem sido cada vez maior. Como mostra a pesquisa realizada pela consultoria Kantar, mais de 58% dos entrevistados disseram não confiarem nas divulgações das redes sociais. Sendo assim, fica cada vez mais evidente o quanto é arriscada a divulgação irresponsável de notícias, podendo destruir a reputação de cidadãos. Em 2016, ano em que o atual presidente dos EUA foi eleito, notícias se espalharam, de que o seu partido tinha usado notícias falsas na internet que influenciaram na sua vitória como presidente.
No tocante aos profissionais de telecomunicação, fica evidente o desrespeito, uma vez que existem aplicativos que sobrevivem através de likes, mesmo que a notícia não seja verdadeira. Com mais de 100 milhões de usuários apenas no Brasil, o WhatsApp tem sido um dos veículos mais poderosos na divulgação de notícias, e não é fácil fiscalizá-las. Portanto, é nesse aspecto que os profissionais jornalistas são afetados, pois as redes sociais despejam de qualquer forma e consegue atingir um número elevado de telespectador.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao governo, junto com a SETIC, Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação, responsável pelo setor de tecnologia, rastrearem notícias suspeitas. Também se faz necessário, que o Art. 41 da Lei das Contravenções Penais, seja seguido com rigor, evitando que a internet se torne um meio sem confiança, conforme visto hoje em dia.