Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2018

A era pós-verdade consiste na disseminação de mentiras e de ‘’fake news’’, principalmente por meio da internet, e está sendo algo tão comum no período da informação que, em 2016, foi considerada a palavra do ano pelo dicionário Oxford. Tal ação ocorre devido às redes sociais e à polarização política, o que mostra a necessidade de o outro querer determinar o seu individualismo e provoca consequências na sociedade.

Com o advento do avanço tecnológico, o ciberespaço possibilitou acessar informações a qualquer momento, fazendo com que grande parte da população busque notícias e acontecimentos nessa mídia. Indubitavelmente isso proporcionou que as mentiras falsas se dissipassem rapidamente, uma vez que o alcance pelo mundo virtual é muito extenso. Como efeito, muitos não checam a fonte e nem se preocupam com a veracidade do que é compartilhado desde que concordem com o que está escrito, revelando que os próprios colocam o eu acima do coletivo, exemplo de uma sociedade líquida que o sociólogo Zygmunt Bauman conceituou. Desse modo, com a leitura desses materiais falsos, a ocorrência de bullying e ameaças aumenta, pois alguns leitores estão acreditando em tudo que leem.

Essa difusão de matérias falsas na rede digital está servindo não só para reforçar as convicções, mas também para tentar manipular as opiniões públicas. Exemplos disso aconteceram em 2016, ano de pico do uso da pós-verdade, por conta de inverdades sobre benefícios que o Reino Unido teria no ‘’Brexit’’ e boatos que envolviam Donald Trump e Hillary Clinton nas eleições estadunidenses. É notório, então, uma intensa polarização política somada às ‘’fake news’’ com o intuito de influenciar significativos resultados, causando efervescência e uma urgência ainda maior de reafirmar posicionamentos, o que pode levar a brigas e mortes devido aos mentirosos assuntos. Logo, é fundamental mudança nesse cenário para atenuar os perigos causados por esse compartilhamento irrestrito.

É primordial, portanto, que Ministério das Comunicações, juntamente com o legislativo, elabore uma lei que exija das mídias sociais uma equipe responsável para averiguar se as publicações mais compartilhadas e/ou curtidas apresentam indícios de mentiras, como título sensacionalista, sem fonte conhecida publicamente e data antiga para que sejam retiradas do site, impedindo que enganem os usuários e evitando que confusões sejam evitadas. Outrossim, a sociedade deve propagar como identificar e não compartilhar notícias falsificadas por meio de uma lista que contenha dicas, por exemplo, não ler só a manchete, conferir o site, analisar quem é o autor e observar o vocabulário a fim de alertar a todos na internet acerca do que é verdadeiro ou não para cercear o bullying e brigas desnecessárias. Assim, os impactos da era pós-verdade serão amenizados .