Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2018

No século XVlll, o jornal inglês “The Morning Post”, publicava notícias inverídicas a respeito dos acontecimentos da época para moldar opiniões. Hodiernamente, esse impasse da parcialidade ainda é perceptível na disseminação de informações distorcidas e falsas. Nesse contexto, cabe a análise e a compreensão dos perigos da falta de práticas não atenuantes à sociedade.                                                                                                            Sob tal enfoque, convém analisar um estudo feito por Daniel Kahneman, onde a “cognação perigosa”, ratifica os indivíduos que são tendenciosos a ignorarem fatos, elementos e informações que requerem certo esforço para o entendimento e comprovação das notícias. Além disso, a gestão dos meios de comunicação torna-se mais acessível, fácil e rápido popularizar os conteúdos desconexos.                                                                                    Outrossim, as notícias incoerentes são usufruídas com a intenção de atingir opositores ideológicos, que intimidam a hegemonia de tal ideal. Por exemplo, a campanha eleitoral de Donald Trump fez divulgação de informações adulteradas acerca da candidata adversária. Ademais, uma pesquisa do Instituto Ipsos mostrou que o Brasil tem o maior número de pessoas que já acreditaram em uma fake news.                                                    Portanto, para que se minimizem, enfim, as falsas notícias infelizmente recorrentes, é improrrogável um esforço do Governo em parceira com o Ministério da Educação, buscando modernizar as escolas, por meio de projetos que visem desenvolver mais palestras e debates, a fim de proporcionar desde a educação infantil uma visão mais crítica, com a capacidade de discernir as falsas informações. Faz- se necessário também, uma maior organização e competência por parte do Tribunal Superior Eleitoral, julgando e punindo os criadores dos conteúdos divulgados, fundamentando-se ao cumprimento da lei. Com isso, será possível manter o mundo digital mais transparente e livre.