Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/10/2018

No ano de 2016, o dicionário britânico Oxford “Fake News” elegeu como a palavra do ano. Nesse sentido, tal fato emerge de todos os acontecimentos recentes relacionados às notícias falsas que alteraram a vida na contemporaneidade. Logo, deve-se analisar essa temática pelo seu contexto informacional e pelos riscos que pode causar à sociedade.

Em primeiro lugar, o fenômeno da globalização massificou o uso de meios de comunicação, assim como das redes sociais. Por consequência, formou-se um espaço amplo para a propagação de informações a milhares de pessoas em um intervalo de tempo mínimo. Todavia, não é necessário que todas elas sejam falsas ou verdadeiras para circularem, formando assim uma abertura muito grande para a disseminação de ‘‘fake news’’.

Além do mais, o sociólogo Zygmunt Bauman caracterizou o mundo pós-moderno como marcado pelo individualismo possessivo. Dessa forma, o que não vale mais para o indivíduo tomar suas decisões são as provas e fatos concretos, uma vez que está centrado em suas opiniões pré-concebidas a respeito do mundo e é propenso a acreditar em notícias falsas se estas estiverem dispostas a confirmar seus vieses. Então, as ‘‘fake news’’ pode alterar os rumos decisórios, a exemplo do que ocorreu na vitória eleitoral de Donald Trump e do Brexit em 2017.

Destarte, vive-se em um mundo onde a verdade não é tão valorizada. Para mudar tal situação, torna-se necessário que as empresas, como Facebook e Twitter, desenvolvam ações que visem o estabelecimento de regras e mecanismos capazes do coibir as fake news, com a possibilidade de denúncia por parte do usuário e de investigação de notícias que se propaguem muito rapidamente por meio de uma análise de dados. Dessa forma, tornar-se-ia possível até a identificação dos autores e a responsabilização daqueles que propagam a mentira.