Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/10/2018

No início de 2018, a vereadora militante Marielle Franco foi assassinada e, ao redor dessa situação, haviam vários portais de mídias divulgando informações falsas sobre ela e sua família. Nesse contexto, as chamadas “fake news” e a omissão da verdade atualmente levam à condenação até mesmo após a morte. Para se discutir essa questão é necessário analisar suas causas e consequências, que estão relacionadas à falta de informação e à descrença atual na imprensa.

Em primeiro lugar,cabe pontuar que a população nos dias atuais é voltada para diversas informações sobre tudo em geral, porém, muitas vezes, sem o conhecimento verdadeiro do assunto e sem o intuito de buscar fontes reais. Um dos motivos que explica a ocorrência da situação é o analfabetismo funcional -a incapacidade de compreender um texto simples-, em que atinge 3 a cada 10 brasileiros, segundo o site do Estadão. Em consequência disso, gera-se uma grande corrente de informações falsas repercutindo nas redes, sem a procura da exatidão, acarretando em diversos problemas na sociedade, como o caso dos boatos em que vacinas fariam mal para a saúde, provocando assim uma evasão nos postos de saúde, pois pais passaram a não vacinar seus filhos.

Em segundo lugar, dispõe-se o fato da descrença na imprensa estar crescendo, devido a visão unilateral das mesmas, fazendo com que não sejam imparciais, Legitima-se isso por meio de dados do site Rede Brasil Atual, segundo o qual várias pesquisas na intenção de voto divulgadas pela imprensa já apresentaram resultados distorcidos, como na eleição de 2014 entre Dilma e Aécio. O resultado disso é a preferência da população às redes sociais,sendo a primária fonte de informação, gerando o aumento da possibilidade do compartilhamento de fake news, visto que na maioria das vezes não há um embasamento científico em todas as notícias circuladas.

Portanto, intervenções acerca desse assunto são notórias e necessárias. Em primeira instância, o governo deve, junto à iniciativa privada, criar programas de reconhecimento de fake news, por meio das redes sociais, com o intuito de conscientizar as pessoas de como identificarem as informações falaciosas. Além disso, mediante recursos da União, deve-se criar um projeto de lei que criminalize os divulgadores de fake news, a fim de diminuir os agentes que iniciam a situação da inversão da verdade. Dessa maneira, seria realidade um país em que a sociedade caminhasse rumo a melhorias, buscando provas antes de divulgar adentro a mídia, evitando assim casos extremos como o de Marielle e de muitos outros recentes.