Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
Acreditar no que falam sem o uso do juízo crítico é risco de ser manipulado. Infelizmente, a manipulação informacional existe desde a primeira civilização, no entanto, com a Internet, as redes sociais e uma tendência a Pós-Verdade, o potencial informativo de informações dissimuladas podem afetar a política, sociedade e até o ambiente familiar. Dessa forma, é necessário restaurar os valores de Immanuel Kant no ambiente educacional e combater a Pós-Verdade.
Primeiramente, a Internet e seus derivados (“Whatsapp”, “Facebook” e “YouTube”) é consumida pela maioria dos brasileiros, assim, gerenciam e buscam quaisquer informações, no entanto, é fato que a maioria dos usuários não atingiram a maioridade segundo Kant, isto é, não buscam a veracidade, prefere que outros pensem por ele do que ele raciocinar por si próprio. Então, além de combater quem cria essas informações, é necessário evoluir a habilidade crítica do consumidor pela educação ativa. É preciso que saiba sobre aquilo antes de acreditar e compartilhar.
Outrossim, os produtores de informações que desafiam a maioridade de Kant se beneficiam dessa falta de pensamento ativo e criam informações polêmicas necessitam da identificação pessoal do receptor com o tema abordado para sustentar aquilo que não é fundamentado objetivamente. Como princípio de suas informações eles utilizam-se da Pós-Verdade, algo que mantem o conservadorismo brasileiro desnecessário, por exemplo, a Argentina, entre outras nações, é oficialmente católico, mas é mais liberal que o Brasil na questão do aborto.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Estado e ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras afim do desenvolvimento crítico dessa população. Aumentando o nível de criticidade não só a força das “Fake News” vão diminuir como os desempregos funcionais também. Logo, com seu potencial reduzido, elas irão ficar incapazes de involuir um cenário político, social e familiar.