Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2018

Na Grécia antiga, surgiram os Sofistas, oradores que valorizavam a persuasão em detrimento da verdade, não importando o conteúdo da informação, contanto que haja o convencimento do público. Tal fato é símile ao fenômeno das fake news, difundido no século XXI, que causa a confusão do cidadão, pois, esse tem enorme dificuldade em discernir entre o que é verdade e mentira. Diante disso, é importante analisar que isso ocorre em função da falta de criticidade do público e da facilidade de disseminar informações proporcionada pela internet.

Precipuamente, é imprescindível avaliar que a falta de senso crítico da população a leva a acreditar em diversas notícias falsas e que a falta de fontes confiáveis é um grande agravante para tal ação. Nesse sentido, observa-se que a obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis explora bem esse fato, uma vez que o leitor é persuadido a acreditar na traição de Capitu apenas pelos relatos de Bentinho, sem que haja fontes secundárias e pontos de vista de terceiros. Em face a isso, depreende-se que enquanto o público não for devidamente educado e disciplinado, as fake News continuarão sendo espalhadas, tendo em vista que este encontra-se incapaz de filtrar as informações trazidas.

Outrossim, observa-se que a internet é outro fator determinante para o alastramento de notícias não verídicas. Dessa maneira, é importante perceber que, com a Terceira Revolução Industrial, tida como a era da informação, facilitou-se o acesso à comunicação, mas, em contrapartida, facilitou também a fragilidade do conteúdo difundido, haja vista que há cada vez menos garantias quanto à sua veracidade. Essa situação pode ser exemplificada pelas eleições dos Estados Unidos, em que o Congresso do país assegurou que o resultado do pleito eleitoral de 2016 foi influenciado pelas notícias falsas. Logo, está evidente que esse acesso irrestrito, sem checagem, traz consequências colossais para o futuro da sociedade.

Destarte, fica claro que medidas de conscientização da sociedade e de filtração das informações na internet são imprescindíveis para combater as fake news. A princípio, é preciso que o Ministério das Comunicações ensine a população a identificar notícias falsas, o que se dará por meio de dicas, tais como: checar a fonte, fazer comparações em diferentes veículos de comunicação, leitura de toda a notícia, entre outras, sendo estas divulgadas em todos os canais de televisão aberta e em páginas oficiais do Ministério nas redes sociais. Ademais, é viável que as redes sociais criem grupos de checagem de notícias, para atestar a veracidade do conteúdo, o que se dará por meio de softwares e programas especializados, os quais serão coordenados por operadores de tecnologia da informação. Feito isso, a liberdade de expressão não será ameaçada e a civilização terá a verdade como prioridade.