Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/10/2018

A ambição humana por mentiras fabulosas

O anseio humano sempre tende a optar pela praticidade e a agilidade das coisas, desprezando as consequências e o preço a ser pago por isso. A Revolução Industrial proporcionou a humanidade a facilidade de realizar as ações de forma favorável a essa ambição por meio do desenvolvimento tecnológico, oferecendo mais ágeis meios de comunicação e equipamentos industriais, principalmente ligadas à maquinofatura.

O ser humano, portanto, adaptado ao novo mundo industrial, tem se deparado com cada vez mais informações da qual tem absorvido sem aprofundamento, pois o pensamento imediatista não permite que o mesmo “perca seu tempo” com apenas uma informação, já que existem inúmeros outras para se ler. Desta maneira, a leitura superficial satisfaz a necessidade humana pelo saber, que tem se baseado na quantidade de conteúdos que se sabe e não no aprofundamento desses conteúdos.

Com o excesso de leitura superficial, tem-se propagado inúmeras notícias falsas, em que as pessoas facilmente acreditam pela sua própria vulnerabilidade. Olga Yurkova, uma jornalista dedicada em desvendar “fake news”, afirma que a verdade pode ser sem graça, por este motivo as pessoas se interessam mais pelas persuasivas notícias falsas do que as verdadeiras histórias. O problema é que em um momento de instabilidade, países podem inicar guerras por meras falsas notícias, como ocorreu a guerra franco-prussiana no século XIX que teve como estopim uma carta escrita pelo rei da Prússia que foi manipulada pelo seu próprio ministro, fazendo com que a França declarasse guerra à Prússia ao receber a carta.

Fica evidente, que inúmeros conflitos poderiam ser evitados se as pessoas se prontificassem a verificar os conteúdos que chegam até eles. O governo poderia ajudar na conscientização por meio de propagandas e investimento na criação de projetos com jornalistas que se dispusesse a identificar e divulgar o que é e não é “fake news”. Assim, conscientizados, os brasileiros poriam fim à divulgação de notícias falsas.