Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
A Constituição Brasileira de 1988 garante a todos o direito à liberdade de expressão e o uso das mídias para tal. No entanto, a falta de educação digital tem causado uma disseminação de notícias falsas. Isso se evidencia na crescente manipulação de práticas não favoráveis para a comunidade, como também no compartilhamento de inverdades que denigrem a imagem do outro.
Em primeira instância, é importante ressaltar o perigo causado pelo aumento desenfreado das fake news em consonância com a manipulação da massa. Prova disso é o alto índice de pessoas que defendem o movimento antivacina, pois tem visto publicações de que as vacinas podem causar outras doenças e não são necessárias em indivíduos saudáveis. Por conseguinte, muitas viroses e bacterioses que eram erradicadas no Brasil podem voltar a aparecer. Logo, é notório que o tecido social precisa ser reeducado a respeito da autocrítica, para não ser enganado por notícias inverídicas que prejudicam todo o corpo social. Como dizia Aristóteles, o ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflete.
Outrossim, segundo o Código Penal é crime qualquer tipo de injúria, calúnia e difamação, atitudes frequentes no mundo virtual. Segundo o jornal O Globo, uma mulher foi espancada até a morte na cidade de Guarujá, São Paulo, por ter fotos divulgadas afirmando de forma falsa que fazia rituais e magia negra com crianças. Esse fato comprova o poder que as pessoas têm por trás das telas e, infelizmente as redes sociais são utilizadas com o objetivo de se obter curtidas, promover ou denegrir alguém. Ademais, as pessoas devem ser punidas por tais crimes, a fim de que sirva de exemplo para a sociedade.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas promover disciplinas que visam educar e orientar os alunos a analisar as notícias e identificar com bom senso e autocrítica as inverdades, assim a futura geração não terá o mesmo problema que a atual. Em soma, o Poder Judiciário deve punir não só com multas, mas também de forma educativa aqueles que cometem crimes virtuais, reeducando a utilizar as redes de forma qualitativa e benéfica, além de evidenciar os perigos e prejuízos do mau uso. Por fim, a própria mídia com o seu papel influenciador divulgar por meio de campanhas publicitárias os riscos das fake news e a preocupação da sociedade em analisar o que é compartilhado