Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
Indubitavelmente, o desenvolvimento das tecnologias contribuiu para o avanço das sociedades e, com a internet, expandiu as redes de comunicação ao nível global. No entanto, essa globalização trouxe também pontos negativos, como a facilidade e grande proporção com que notícias falsas podem ser divulgadas, causando prejuízos físicos, morais e até financeiros. De tal maneira, na era da informação, as Fake News acabam sendo usadas como máquina de manipulação pública e como geração de lucro.
Na Era Vargas, foi divulgado nas rádios um alerta falso sobre organizações comunistas, conhecido como Plano Cohen, gerando medo na população e fortalecendo o projeto autoritário do presidente. Atualmente, a adulteração de informações por indivíduos que se valem das mídias e do discurso para autopromoção, como figuras políticas, se tornou ainda mais fácil, uma vez que, no meio virtual, as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras, segundo um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Assim, as Fake News se tornam perigosas ferramentas para manipulação da opinião pública.
Além disso, em meio aos valores capitalistas, o lucro vigora acima da verdade. Diariamente, no âmbito virtual, surgem matérias com títulos sensacionalistas para atrair o leitor, e isso se deve, principalmente, ao fato de que os acessos e interações em sites de notícia e “blogs” geram retorno financeiro para seus administradores. Diante disso, se tornou comum a divulgação de notícias falsas como estratégia de atenção aos internautas, que muitas vezes as compartilham sem perceber que se trata de uma inverdade. Logo, com o Brasil sendo o quarto país com maior número de usuários de internet, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é ainda mais fácil propagar mentiras rendosas.
Portanto, a fim de reduzir o compartilhamento de Fake News e seus consequentes perigos, a Educação Digital é essencial, cabendo ao Ministério da Educação sua aplicação, mediante a inserção na base curricular do ensino fundamental e médio, com aulas interativas, como jogos e peças, que expliquem a importância de verificar e procurar as fontes das notícias recebidas. Ademais, visando evitar a banalidade da propagação de matérias falsas, o Poder Público deveria atuar na punição de quem publica intencionalmente notícias prejudiciais, por meio da efetivação de penalidade e aplicação de multa e, ainda, com a disponibilidade de fiscais virtuais em busca de infratores.
(30 linhas no papel)