Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
Promulgada pelas Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito a igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, as Fake News na era da informação, dificultam alcançar tais direitos. Nesse contexto, há dois fatores cruciais, a falta de educação digital e a falsa sensação de impunidade nas redes sociais.
Em primeira análise, cabe pontuar que, as tecnologias evoluíram muito, mas as pessoas não puderam acompanhar o mesmo ritmo. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, existe um grande desequilíbrio no campo da tecnologia, onde pessoas leigas, através de um clique, se tornam presas fáceis para empresas ou “nerds”, com algum interesse como vender produtos, roubar dados e espalhar determinada ideologia.
Ademais, convém frisar que, as redes sociais passa a impressão de invisibilidade. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade, e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, muita gente ao usar as redes sociais se sente mais encorajado a tomar atitudes contraditórias a sua própria moral, devido a falta de leis mais rígidas contra crimes na internet e por encontrar pessoas que compartilham de suas ideias.
Portanto, medidas devem ser tomadas para combater as Fake News. Uma boa solução seria o Poder Legislativo na figura dos parlamentares criar uma lei ou aprovar algum projeto de lei especifico, para combater crimes na internet, como as Fake News, o bullying e difamação, sendo interessante a integração de jornalistas para investigar as notícias divulgadas e da Polícia Militar para efetuar prisões se necessário. Dessa forma, o tecido social se desprendera de tabus para que não viva na realidade das sombras, assim como na alegoria de Platão.