Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
Ao longo dos seus mandatos, principalmente no Estado Novo, Getúlio Vargas ganhou notoriedade por meio do rádio e da televisão. Esses veículos de informações possibilitaram, mesmo de forma controlada, o conhecimento das atitudes do então presidente. Contudo, no século XXI, a partir da chegada da internet, é perceptível o uso equivocado desse sistema de notícias quando se torna espaço para conteúdos falsos, principalmente nas redes sociais.
É válido destacar, antes de tudo, que o ser humano reflete aquilo que i incide sobre ele. A mudança na perspectiva de emissor de informação – antes baseado em um emissor unidirecional e divergentes receptores, hoje há teias para as duas fontes- ocasiona uma falsa impressão de que toda fonte de matéria é válida. Nessa perspectiva, a propagação de notícias sensacionalistas apropriadas, ou seja, embasada de posição ideológica pessoal, transmite aos leitores de visão concordante a ilusória confiança dos argumentos, propagando-os.
Além disso, as mídias sociais corroboram na divulgação de notícias equivocadas. A busca pela otimização do tempo conduz a modernidade para informações rápidas e concisas em detrimento de jornais e noticiários, averiguação das manchetes. No entanto, essa prática produz uma leitura passiva, acrítica, pois o questionamento da fonte é substituído pela confiança no site. Dessa maneira, fatalidades advindas das Fakes News seriam irreais, porém casos o da Fabiane Maria de Jesus, moradora do Guarujá espancada até a morte por vizinhos que alegaram, por meios de boatos, que ela praticava sacrifícios em crianças para rituais de magia negra, ainda perduram.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Para isso, faz-se necessário que a Anarnet (Agência Nacional de Autorregulação da Internet) alerte a sociedade civil sobre a identificação de notícias falsas, por meio de propagandas e imagens lúdicas explicitando passos para uma leitura racional e a visualização dos locais de denuncia contidos nas redes sociais para deter a disseminação de inverdades. Assim, será possível aparar as arestas que deteriora o meio de percepção dos fatos.