Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/10/2018

Na década de 30, Getúlio Vargas, então presidente da república, colocou em ação o denominado Plano Cohen, que consistia em um documento falso, para manter-se no poder. Embora faça décadas desse acontecimento, hoje, o Brasil ainda enfrenta muitas fake news e suas péssimas consequências. Nesse sentido, questões como manipulação midiática e sociedade alienada colaboram para tal problemática.

De início, é válido entender que a mídia influencia negativamente os indivíduos visando seus interesses político-econômicos. Desse modo, os meios de comunicação de massa como as redes sociais e a TV aberta, muitas vezes, propagam notícias manipuladoras e não verídicas com a intenção de aumentar a audiência, o engajamento e beneficiar seu poder econômico, visto que muitos detentores de riqueza pagam para que determinada mentira veicule amplamente. Assim, a mídia corrompe sua ética profissional e as pessoas são, dessa maneira, expostas a mentiras diariamente.

Outrossim, percebe-se que vários indivíduos permanecem alienados acerca das notícias divulgadas. Isso ocorre porque diversos deles não pesquisam a veracidade dos fatos disseminados. Prova disso é que, segundo o Instituto de Massachusetts as fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras, o que demonstra a falta de preocupação de uma grande parcela populacional sobre os malefícios de compartilhar falsas informações, um exemplo disso é o que se observa em campanhas eleitorais. Destarte, as pessoas continuam espalhando notícias irreais e tornam-se alheias ao que realmente é legítimo.

Nota-se, portanto, que as fake news representam um vasto perigo na era informacional do país. Logo, para atenuar essa problemática, cabe ao Ministério Público Federal fiscalizar a autenticidade das notícias veiculadas, principalmente no rádio e na TV aberta, e, além disso, é função das empresas privadas, como o facebook, verificarem os fatos compartilhados e excluir os que julgarem enganosos, a fim de diminuir à frequência de fake news propagadas. Ademais, é preciso que os cidadãos duvidem de qualquer informação e pesquisem ela em distintas fontes, com o intuito de cooperar para a redução das falsas notícias e, dessa forma, proporcionar condições de um desenvolvimento ético e eficaz para toda população.