Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
Os autores do Arcadismo utilizavam codinomes em suas produções poéticas e, com isso, tinham o objetivo de encobrir a verdadeira fonte das obras. De forma análoga,verifica‐se que, na hodiernidade, as “fakes news”‐ notícias sem origens confiáveis‐ configuram um grande perigo para a sociedade. Isso pode ser explicado pelo poder de disseminação e controle da ideologia das massas.
Em primeiro plano, a era tecnológica possibilita uma intensa velocidade do fluxo de informações e, principalmente, das notícias falsas. Isso torna‐se problemático, porque os consumidores são despreparados para o reconhecimento da credibilidade dos fatos. Por exemplo, em 2013, o site G1.com publicou o caso de uma servidora pública que, por não saber a procedência de notícias, compartilhou críticas a um veterinário e, como consequência, teve que pagar uma alta indenização. A partir disso, nota‐se que as falsas notícias causam imbróglios para o pleno convivo social.
Concomitantemente a essa dimensão tecnológica, por meio da análise do do contexto social do nazismo, no qual Hitler usava radio para construir uma falsa autoimagem, é possível perceber o poder de controle ideológico que as falácias possuem. Similarmente, isso ocorre na era contemporânea das redes sociais, pois muitas notícias usam de artifícios, até mesmo a mentira, para a persuasão da população. Para exemplificar, alguns políticos usam propostas de governo falaciosas com o objetivo de ganhar eleições.
Portanto, urge a necessidade da tomada de medidas eficazes nos planos tecnológico e ideológicos para acabar com a perpetuação das “fakes news. As redes sociais e os sistemas de navegação da internet, como o Google, através de uma reforma dos programas operacionais e do protocolo de uso, devem oferecer uma maior fiscalização do fluxo de notícias. Ademais, a mídia televisiva pode oferecer instruções para a população de como identificar notícias falsas, por meio do reconhecimento das fontes. Desse modo, a estratégia arcadista de ocultamento da procedência de informações não será uma releitura no presente.