Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
A busca pela veracidade das informações foi o que motivou Johann Gutenberg a criar a imprensa no século XV. Conquanto, na pós-modernidade, os indivíduos pouco se preocupam em avaliar aquilo que criam, consomem ou compartilham. Nesse contexto, as ‘‘fake news’’ ganham notoriedade, uma vez que com a internet, nunca foi tão fácil disseminar qualquer tipo de conteúdo. Nessa perspectiva, a problemática deve ser resolvida para que uma sociedade mais integrada seja alcançada.
Em primeiro estudo, enfatiza-se a caracterização da pós-modernidade como líquida, conforme Zygmund Bauman, a efemeridade e o individualismo são inerentes ao cenário hodierno. Desse modo, a pós-verdade ilustra a existência de notícias falsas, visto que o conteúdo sintetizado no mundo virtual é criado com base em ideários particulares de pessoas influentes ou pequenos grupos que se beneficiarão. Como também, outro fator que explica a progressiva ameaça das ‘‘fake news’’ é o uso inconsequente de ferramentas tecnológicas. Por conseguinte, cria-se um ciclo vicioso, em que pessoas incapazes de interpretar criticamente determinado material funcionam como robôs, propulsionando-o.
Outrossim, a política é a principal pauta de sites falaciosos, podendo decidir campanhas eleitorais. A candidatura de Donald Trump aconteceu devido a uma campanha conturbada, em que as notícias falsas se alastraram, na maioria das vezes denegriam a figura de Hilary Clinton, que também concorria ao cargo. Conclui-se, dessa maneira, que há um mercado que está, progressivamente, crescendo e lucrando com a disseminação de inverdades pelas redes. Ademais, desde o descobrimento o Brasil enfrenta uma crise ética, na qual o ‘‘jeitinho brasileiro’’ não possui princípios morais. Tal fato pode ser esclarecido por meio das inverdades publicadas pela falsa mídia nas redes sociais sobre a morte de Marielle Franco, ativista negra que foi assassinada no início de 2018 por proteger as minorias. De certo, nem sempre as ‘‘fake news’’ são compartilhadas por pessoas acríticas, mas por indivíduos despidos de moralidade ética, que acreditam que denegrindo alguém afirmarão suas ideologias.
Entende-se, portanto, que medias devem ser tomadas. Destarte, a Polícia Federal em parceria com as redes sociais mais usadas no Brasil, como o Facebook, deverá criar um site em que links de notícias falsas possam ser analisados e tiradas do ar. Com isso, será mais fácil punir quem está por trás de contas falsas, por meio do rastreamento do endereço digital. Além disso, quem compartilhar os conteúdos também deverá ser punido, logo, a lei deverá ser alterada. A justiça eleitoral deverá tornar inelegível qualquer candidato que financie a propagação de inverdades, independentemente do meio utilizado. Devendo ser indenizado o lado atingido. O MEC deverá conscientizar a grande massa, criando campanhas digitais que exemplifiquem as características de ‘‘fake news’’ e seus perigos.