Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
Na Grécia antiga, a retórica era uma prática para a defesa de interesses. Os sofistas detinham os melhores argumentos para convencer pessoas em prol de suas vontades, independente se a tese fosse verdadeira ou não. Na contemporaneidade, ainda observa-se esse fenômeno, porém batizado pela modernidade de Fake News, um perigo aos cidadãos à medida que requer enormes esforços para desmascarar e pelo poder de incitar a violência.
A primeira causa, acerca do assunto, é a morosidade para descobrir inverdades. Tais informações são minuciosamente elaboradas, de forma que o receptor não perceba o engano. Ademais, não existe uma política que vise técnicas para ajudar as pessoas a identificar erros e pesquisar sobre o que está recebendo. Um cenário ilustrativo recente é o que ocorreu com o padre Marcelo Rossi, em que divulgaram um áudio mentiroso com uma voz quase idêntica a dele e só foi suspensa quando o próprio a desmascarou, tempos depois de ser colocada em circulação.
Outro motivo, que endossa o quadro, é a impunidade. Idealizadores agem , inescrupulosamente, para que o material viralize, ou seja, se alastre o máximo, porém o resultado pode ser violência física, verbal e digital, afetando a harmonia do convívio social. Além disso, os praticantes desta modalidade não são punidos devidamente e voltam a cometer os mesmos atos. Vale ressaltar que há apenas um projeto de lei para frear os mal intencionados, mostrando a negligência das autoridades.
Para minimizar efeitos da demora para detecção de falsidades e do descaso, deve-se, portanto contar com uma ação conjunta do Ministério Público e Departamento de Imprensa e Propaganda. A fim de banir essa prática, fariam campanhas de conscientização cidadã, com ênfase em métodos para pessoas comuns identificarem e denunciarem, bem como melhorariam a investigação dos delinquentes. Dariam maior celeridade a aprovação de leis para estancar, gradualmente, ações deste tipo e preservar e assegurar uma cidadania legítima e plena para os brasileiros.