Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
A Flor é amarela, o Sol é amarelo, logo o Sol e uma Flor.
Cogito Ergo Sum, do latim, traduzido para o português como “duvido, logo existo”, é a frase chave que teorizou as ideias do filosofo racionalista francês René Descartes. Sua teoria propunha que deve-se duvidar da verdade de todas as coisas, inclusive de sua própria existência, e somente a partir deste pensamento e da apuração dos fatos tal coisa seria verdade. O racionalismo cartesiano é posto à parte frente a enxurrada de informações que o individuo recebe em poucos segundos todos os dias.
A formação de uma notícia falsa quebra os pressupostos da logica aristotélica formado falácias, técnica muito utilizada na Grécia Antiga pelos sofistas, e que podem ser dificilmente reconhecidas por quem segue uma determinada ideologia. O advento da internet permite o anonimato e, mais que em qualquer década, a publicação de noticias falsas e sua disseminação em larga escala. Esse fenômeno, nomeado de fake news, transita desde pessoas anônimas até pessoas públicas, grandes empresas e órgãos públicos.
Deste Modo, nas ultimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, as “fake news” tomaram proporções gigantes e mudaram o seu rumo, e mesmo sendo um país desenvolvido não se possui uma lei que criminalize esse tipo de noticia, principalmente em períodos eleitorais, alegando que estas leis são contra a liberdade de expressão e imprensa. Em contraste, Alemanha, França, Malásia e Quênia, assim como o Brasil, possuem um forte projeto para acabarem com a disseminação de falsas informações, com leis que criminalizam esse ato e punem não só o produtor, mas também os divulgadores deste conteúdo.
Afim de tornar público e auxiliar os leitores na identificação de notícias desse tipo, órgãos brasileiros como Ministério da Saúde, possuem uma página mostrando a veracidade ou falsidade de informações, que foi de extrema importância no combate do movimento contra-vacina alimentado por divulgação de informes que afirmavam que vacinas eram prejudiciais a saúde. Está iniciativa de desmentir essas notas salvou a vida de milhares de pessoas.
Acabar com o movimento de “fake news” não deve exigir uma posição só dos órgãos públicos, deve-se instruir os indivíduos a procurar fontes de confiança e que sejam ensinados a questionarem e produzem um raciocínio lógico e critico sobre toda informação que chega a ele, sendo papel da escola instituir uma metodologia ativa nas aulas de filosofia, proporcionando a criação deste pensamento, afim de restaurar o racionalismo cartesiano e também informar sobre as consequências para quem compartilha falsas informações, diminuindo os efeitos deste fenômeno e formando seres pensantes.