Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/10/2018

Em vilas e cidades pequenas a propagação de informações acerca dos seus habitantes sempre foi um hábito comum, mesmo que muitos desses diálogos apresentassem fatos, por muitas vezes, falsos. É inegável que essas ações persistem, porém, com proporções maiores. Através da globalização e da expansão dos meios de comunicação, a divulgação de informações falsas denotam maiores impactos, a qual gera conflitos econômicos e sociais em escala mundial.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (2018) divulgou que 70% das notícias falsas propagam-se mais rapidamente do que as verdadeiras. Indubitavelmente, as redes sociais são as principais fontes, sendo comumente expostas notícias falsas. Em sua maioria, a respeito de assuntos polêmicos, como feminismo, LGBT e partidos políticos. Essas explanações permitem que o ódio para com esses grupos seja justificado e embasado em informações errôneas.

No ano de 2016 houve o impeachment da presidente Dilma e todos os meios de comunicação divulgavam informações indicando seu envolvimento nos escândalos de corrupção. Contudo, não houve confirmação de sua participação. Esse processo caracterizou-se como um golpe e, consequentemente, influenciou na economia brasileira. No mesmo período, a bolsa de valores do país teve uma queda gigantesca e os maiores jornais estrangeiros enfatizavam o fato.

Embora seja impossível desvincular a sociedade dos meios de comunicação, os quais propagam as fake news, é imprescindível que os indivíduos procurem maneiras para não cair nessas notícias. Dentre as alternativas, salienta-se o ensino na educação básica acerca da busca por informações em diferentes fontes confiáveis. Ademais, mostra-se necessário o desenvolvimento de ferramentas online mais eficazes para denunciar os propagadores de informações falsas, bem como a consolidação de leis mais rigorosas e punições mais severas aos que disseminam fake news.