Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/10/2018

As fake news contribuem para corroer a credibilidade de grande imprensa, interferem no direito da população à informação e fragilizam a democracia. Entretanto, estudo realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts aponta que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais pessoas. Nesse contexto, deve-se analisar como as redes sociais e o compartilhamento de notícias inverídicas afetam em tal problemática.

É primordial ressaltar que as redes sociais é um dos principais responsáveis pela propagação de informações falsas no mundo. Diante disso, a manipulação de informações falsas sempre existiu na história e tem sido uma “arma” usada por políticos e poderosos para tirar vantagem, inflar candidaturas, prejudicar e difamar adversários. Contudo, na era da conectividade e da massificação da internet, o fato novo é a velocidade de propagação das fake news, que empregam como plataforma principalmente as redes sociais, entre elas o facebook, que tem mais de 2 bilhões de usuários no mundo, e o Twitter, os plicativos de mensagens, como WhatsApp, e sites de notícias falsas. Por consequência disso, a escala em que as informações são produzidas no meio digital, acabam por colocar em dúvida todas as demais notícias, mesmo as que são apuradas seriamente. O resultado é um cidadão confuso, que já não consegue discernir entre o que é verdade e o que é mentira.

Além disso, nota-se, ainda, que o compartilhamento sem conhecimento prévio de conteúdos pelas pessoas através da internet também é responsável pela enorme propagação de tal fenômeno na atualidade. Com isso, estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) aponta que 12 milhões de brasileiros difundem notícias falsas sobre política no país - o dado resulta do monitoramento de 500 páginas digitais de conteúdo político inverídico. Com isso, tais dados podem vir a interferir em resultados eleitorais, como também na sociedade. Em decorrência dessa situação da veiculação indevida de muitos fatos atrelados ao dia a dia, como a economia, política, saúde, entre outros, acabam colocando em risco a circulação de material jornalístico de qualidade produzidos pelos veículos de mídia confiáveis.

Torna-se evidente, portanto, que a questão do aumento da disseminação das fake news precisa ser combatida. Em razão disso, o Facebook e Google devem adotar providências para coibir a tal prática, entre elas o estabelecimento de parceria com grupos de checagem de notícias, como a International Fact-Checking Network para atestar a veracidade de seus conteúdos. Ademais, os governos municipais, estaduais e federais devem criar leis que caracterizem como crime divulgar ou compartilhar informações ilegais. Poder-se-á, assim, difundir à sociedade, de fato, notícias de fontes confiáveis.