Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
A popularização da internet, iniciada em 1990, foi e permanece como fator primordial na formação do pensamento e propagação de informações. No entanto, na conjuntura hodierna brasileira, essa é a principal ferramenta para a disseminação de notícias falsas, contrariando sua função fundamental de informar bem a população. Assim, percebe-se que o advento das redes sociais e o descuido dos usuários no compartilhamento de conteúdos são as principais causas da problemática, sendo necessário combatê-las.
Em uma primeira análise, é indubitável que os meios de interação on-line facilitam a proliferação de “Fake News”. De acordo com o filósofo Aristóteles, o menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança. Sob tal perspectiva, é possível afirmar que conforme o alcance de mentiras é ampliado mais perigosas tornam-se essas informações, tendendo a tomar proporções imensuráveis. Nesse sentido, as redes sociais representam um ambiente propicio para pessoas que visam lucrar com o acesso a conteúdos inverídicos, visto que esses recursos de comunicação possibilitam a distribuição veloz de dados e o fácil acesso, consequentemente o número de pessoas atingidas por enganos é preocupante.
Outrossim, é válido ressaltar que grande parte da população não analisa corretamente informações antes de compartilhar nas redes. Segundo o maior estudo já feito sobre a disseminação de “Fake News”, realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as informações falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Dessa forma, fica evidente que essa prática ilegal costuma afetar amplamente a sociedade que acaba por não averiguar a autenticidade das notícias e propagam boatos frequentemente. Por conseguinte, o corpo social transfigura-se cada vez mais alienado e suscetível a manipulação, interferindo demasiadamente na formação de uma sociedade esclarecida.
Portanto, faz-se necessário que ações sejam tomadas para garantir o fim do compartilhamento desmedido de notícias que não correspondem à verdade. O Ministério Público deve intensificar as investigações direcionadas aos mais frequentes produtores de conteúdos errôneos na internet, por meio de concursos públicos para promover a extensão do número de funcionários, assim criminosos serão punidos devidamente. Ademais, cabe a mídia difundir propagandas, no meio televisivo, que demonstrem para a sociedade os indicadores de notícias falsas, com o intuito de diminuir a reprodução dessas matérias. Desse modo, haverá menos dados mentirosos no âmbito on-line e uma comunidade verdadeiramente informada.