Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
“Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno mundial, no qual observa-se uma desatenção na vinculação de notícias pelas redes sociais, mascarando muitas vezes inverdades e crimes como difamação e injúria. Desse modo, evidenciam-se o teor manipulatório que essas publicações assumem, bem como a utilização das mesmas como uma ferramenta para aplicação de golpes. Destarte, é imprescindível que as autoridades juntamente com a sociedade reformule as medidas adotadas objetivando a erradicação dessa mazela.
A priori, em períodos eleitorais, por exemplo, as “Fake News” tornam-se mais recorrentes. Nessa perspectiva, os próprios partidos envolvidos disseminam esse conteúdo com o intuito de promover a alienação nos votantes, a exemplo do candidato Jair Bolsonaro ao afirmar que nas escolas públicas disponibilizam o que ele chamou de “Kit-Gay”, desmentido posteriormente pelo Ministério da Educação. Em face dessa conjuntura, eleitores que estão vivenciando um cenário de transformações políticas, tornam-se vítimas dessas notícias enganosas e muitas vezes abusivas, que infringem os artigos 138, 139, 140 do Código Penal, por disseminaram calúnias, injúrias e difamações.
A posteriori, as notícias falsas muitas vezes estão relacionadas a cibercrimes e comprometem marcas famosas. Haja vista que disseminação de falsas notificações de detecções de vírus usando a marca de aplicativos e serviços de segurança populares no mercado para solucionar o problema, sem a autorização das empresas proprietárias desses aplicativos, comprometem credibilidade dessas empresas segundo Simoni, diretor do dfndr lab. Em decorrência disso, empresas como Facebook e Whatsapp tornam-se meios de disseminação de “malwares” que roubam dados de milhões de pessoas pelo mundo para praticar crimes usando essas novas identidades.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessas a problemáticas. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria de políticas públicas relacionadas á vinculação de falsas informações, por meio de parceria com empresas privadas, criando acordos para promover uma maior fiscalização, além de estimular campanhas virtuais para o banimento e esclarecimento quanto as “Fake News”, com o objetivo tornar as divulgações cada vez mais confiáveis e verossímeis. Paralelamente, as universidades que ofertam cursos nas áreas de engenharia de informação, em parceria com empresas como Facebook e Whatsapp, podem desenvolver ações que levem a criação de sistemas que detectam e bloqueiam publicações inverídicas, por meio de campanhas contínuas, mobilizações, com o fito de atingir o bem-estar coletivo.