Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/10/2018

O Departamento de Imprensa e Propagando (DIP), criado por Getúlio Vargas, era utilizado para disseminar as ideias do governo ditatorial de Vargas na época do Estado Novo e censurar as informações que eram consideradas prejudiciais ao governante, ou seja, notícias falsas eram usadas para beneficiar o ditador. Analogamente à isso, a população atual vive em contato constante com as Fake News, devido à mídia e a própria sociedade.

Em primeiro plano, é possível observar que a mídia e seus interesses político-econômicos possuem parte da responsabilidade da disseminação das Fake News. Isso porque os meios de comunicação tem grande poder de influenciar a sociedade e se aproveitam disso para questões políticas e para obter grandes lucros. Segundo o filósofo Michel Foucault todo discurso é político, ou seja, parcial. Normalmente são utilizadas notícias falsas ou “meias verdades” para promover alguém politicamente, como pode ser observado no governo de Getúlio Vargas, o que mostra que a mídia pode ser parcial, direcionando a discussão para o pensamento de Foucault. Vale ressaltar também que essas notícias, por serem mais extremas, chamam mais atenção e por isso lucram mais.

Além disso, nota-se que a sociedade também é responsável pela manutenção desse problema. Isso devido ao fato de que grande parte das pessoas não se preocupa com a veracidade das informações divulgadas, principalmente nas redes sociais onde os indivíduos divulgam e compartilham livremente o que quiserem. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, após estudos feitos por cientistas, afirmou que as Fake News se espalham cerca de 70% mais rápido que notícias verdadeiras, mostrando que parte da sociedade realmente não tenta saber se o que está sendo informado é verídico e reafirmando o potencial econômico dessas notícias, tendo em vista que se espalham mais rápido e atingem uma maior parcela da população. Isso pode ser evidenciado nos períodos de eleição, onde várias informações falsas são divulgados para ajudar ou prejudicar os candidatos.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para minimizar os efeitos das Fake News na sociedade. Cabe ao Ministério Público criar um órgão fiscalizador dos meios de comunicação, por meio de investimentos do Governo Federal, para que as notícias que sejam verdadeiras possuam um carimbo eletrônico para se confirmar isso, que poderá ser obtido apenas se passar pela fiscalização desse órgão. Ao Ministério da Educação, por sua vez, compete realizar debates nas escolas capazes de informar a população sobre os perigos das Fake News, com o objetivo de fazer as pessoas duvidarem da veracidade das notícias. Dessa forma, a população brasileira poderá se proteger de informações falsas.