Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
No governo de Getúlio Vargas, durante o ano de 1937, o Plano Cohen, elaborado pelo presidente, foi um documento que afirmava que os comunistas estavam planejando a tomada do poder. Desmentido anos depois, a declaração, na verdade, tratou-se de uma justificativa para que a ditadura (Era Vargas, 1937-45) fosse instalada e Getúlio não perdesse o mandato. Contudo, em meio a uma sociedade tecnológica e mais avançada, a propagação de “Fake News” encontra-se, cada vez, mais presente no País. O que se deve ao comprometimento de uma educação digital e a negligência do Estado em atuar com penalidades mais rígidas.
As “Fake News” são notícias falsas criadas com objetivos e interesses pessoais a fim de atingir ou difamar determinados grupos, empresas e pessoas ou denegrir a imagem de alguém. É por meio das redes sociais que estas notícias são rapidamente espalhadas. O grande número de usuários e a coletividade de um meio (por exemplo, amigos no facebook) que pensa de maneira parecida, fazem com que estas informações atinjam um maior número de indivíduos em pouco tempo. Essa partilha de informes atua também como um fato social, onde interfere e opera na maneira de pensar e agir dentro de um grupo de pessoas, em que estes antes de questionarem, buscarem ou informarem-se do que é apresentado, compartilham aquilo em que já acreditam.
Ademais, outro aspecto decisivo nesse cenário encontra-se na maneira como são exercidas as penalidades por falsas informações. Atualmente, as redes sociais disponibilizam a opção de denúncia incluída nas informações do que se foi postado. Além disso, o código penal aplica-se em casos de difamação e calúnia, onde indivíduos também podem ser penalizados por compartilhar informações desleais. Todavia, o governo não disponibiliza propostas de intervenção eficazes para afligir grupos responsáveis pela criação de “Fake News”.
Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o impasse. A princípio, é fundamental uma reeducação escolar, social e digital. Por meio de uma reforma pedagógica, palestras e atividades que atuem em prol do pensamento crítico individual, devem ser instituídas nas grades curriculares das escolas no intuito de trabalharem a capacidade de pensar do aluno para que estes operem como cidadãos ativos. Além disso, o Poder Judiciário, em parceria, com as redes sociais deve promover penas efetivas, como a prisão de indivíduos que denegrirem o nome ou a imagem de seres e empresas, como também multas e banalização dos perfis com o objetivo de manter uma interação instável entre os indivíduos.