Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/10/2018

Jean-Paul Sartre, representante do existencialismo, pontuou: “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Nesse sentido, uma das derrotas mais debatidas, na era da informação, é sobre os perigos das Fake News. Frente à provectos fatores histórico-sociais e o rompimento do Imperativo Categórico, o impasse, de caráter retrógrado e inercial, instala-se.

É indubitável que essa problemática não teve princípio hoje, já que na Segunda Guerra Mundial, com a criação do computador por Alan Turing, houve a capacidade de decifrar mensagens, as quais eram codificadas, justamente, para que os verdadeiros planos não fossem descobertos. Por conseguinte, anos se passaram e junto a isso, os códigos foram substituídos por notícias falsas, as quais tem como uma de suas causas pela rápida propagação a falta de fiscalização pelas “instituições zumbis”, as quais de acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman mantém suas formas, no entanto não exercem mais suas funções.

Ao analisar o tema, vê-se que o artigo 41 da lei das Constituições Penais, que leva o autor a responder por questões de responsabilidade civil, já minimizou diversas derrotas. No entanto, o Imperativo Categórico do filósofo Immanuel Kant, “age de tal modo que tu possas querer que a tua ação se torne uma lei universal de conduta”, está tendo os valores corrompidos no âmbito virtual, isso, se deve, em razão dos indivíduos que por não terem as identidades pesquisadas, acabam criando perfis anônimos, que por isso, não se preocupam em propagar notícias falsas, ou seja em deixar leis universais de conduta.

É evidente, portanto, os perigos das Fake News. Através disso, forças que impeçam o percurso de uma cultura retrógrada é imprescindível. Diante disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de um aplicativo, deve promover uma educação digital que fortaleça a liberdade de expressão, para que não interfira no direito do próximo na internet, e esse deve, também, ter a ação das instituições  que irão fiscalizar casos de crimes informacionais. É mister, também, que a Escola disponibilize palestras, que incentivem a conscientização daqueles que não tem empatia pelo próximo. Tudo isso, a fim de evitar ignorâncias contraproducentes.