Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

Desde sua invenção no século XV, a imprensa trouxe para a sociedade moderna um ganho eficiente na sua formação, contribuindo para a divulgação e estimulando a produção artística, literária, econômica. Somando-se a isso, o avanço da tecnologia, no século XXI, possibilitou a difusão de informações com mais rapidez e abrangência, assim como a democratização do conhecimento. No entanto, os meios de propagações são enriquecidos por inverdades que afetam, muitas vezes, de forma negativa um indivíduo ou grupo social. Em virtude disso, deve-se salientar sobre os perigos das Fake News na era da informação e, isso se deve a agentes como práticas empresariais e artifícios políticos.             Em primeiro lugar, o termo “Fake News” é um neologismo criado para se referir a notícias falsas ou fabricadas e tem por finalidade veicular uma informação com interesses financeiros, políticos ou individuais. Para isso, são utilizados meios de comunicação tradicionais, mídias sociais ou sites criados com essa intenção, todavia, sem nenhuma base legal. Porém, devido ao forte mercado competidor empresarial ou visando lucros, muitas empresas buscam se beneficiarem através dessa prática e, com isso, criam verdadeiras indústrias de informações, as quais podem contribuir para persuasão do leitor. Esse cenário está em paralelo com o pensamento de Karl Marx, o qual coloca, no capitalismo, os lucros em detrimento de valores.

Outrossim, deve-se salientar como essas notícias se manifestam no meio político, assim como podem ser ofensivas. Para tanto, muitos grupos políticos e aliados fazem uso desse recurso para se beneficiarem principalmente em campanhas eleitorais, assim disseminam falsas verdades para denegrir a imagem dos seus opositores e colocar o eleitorado contra. Exemplo disso, são os boatos criados durante as eleições brasileiras em 2018, em que muitas das mensagens criadas buscavam manchar a identidade dos candidatos. Além disso, esse fenômeno estimula manifestações e revoltas entre grupos e, isso contribui para danos tanto aos envolvidos, quanto aos patrimônios públicos.

Infere-se, portanto, que a liberdade de informação é importante para a construção de uma nação, entretanto os fatos devem se correlacionar com as verdades. Desse modo, deve-se criar,  por parte do Legislativo, uma ementa constitucional que caracterize como crime esse tipo de prática praticado pelas empresas, para isso, deve-se aplicá advertência e solicitar dos envolvidos para agirem com transparência. Além do mais, o Governo Federal em parceria com administradores de veículos de informação, deve criar mecanismos para que o leitor identifique quando o fato for real ou inventado, sendo esses feito s através de aplicação de propagandas e vídeos educativos, em que o cidadão seja instruído a desenvolver ferramentas capazes de discernir o falso do verdadeiro.