Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

O ¨Telefone sem fio¨, uma brincadeira popular, consistia em repassar uma mensagem de uma pessoa para outra sem que a mesma fosse altera. Porém, como a frase não podia ser repetida, no fim do trajeto, a informação já havia sofrido diversas alterações que mudavam o sentido ou incrementavam algo que não havia sido dito. Embora isso seja uma brincadeira, atualmente é perceptível que a dissipação de informações modificadas, distorcidas ou modificadas ainda é um problema no mundo. Isso dá-se devido a fácil disseminação permitida pelas redes sociais e o proveito que a mídia tira disso.

Em primeiro plano, cabe pontuar que a internet possui um papel muito ativo e participativo no que concerne ao acesso à informação. A saber, segundo pesquisa do Instituto Reuters 72% dos internautas utilizam as redes sociais para se informarem. No entanto, o perigo consiste no consumo de informações falsas ou adulteradas, que reflete até mesmo na saúde. É muito comum serem lidos posts com títulos sensacionalistas indicando alimentos para o emagrecer, ou alertas contra prevenções de doenças, como as vacinas, causando riscos aos indivíduos. Como as fotos falsas na crise dos rohingya, em setembro de 2017, onde a equipe do BBC Reality Check confirmou uma série de fotos e vídeos de conflitos ocorridos há décadas, que foram usados como propaganda para acusá-los de serem violentos.

Outro fator concerne ao proveito midiático. Isso decorre do alto ibope social, que é vantajoso do ponto de vista econômico e político por trás da disseminação desses dados virtuais. A partir disso, pode-se perceber que o que realmente importa é o lucro advindo de uma notícia que, depois de publicada, recebe diversos cliques e não são pensadas nas atitudes que podem causar nas pessoas tanto que estão lendo, quanto nas que estão sendo faladas e expostas. Porém, o que nunca é reparado é no fato de que, a cada avanço que a tecnologia recebe, mais difícil é de identificar o verdadeiro ou falso. Como resultado, basta apenas colocar na publicação que a fonte é de confiança para que tal notícia se torne verdadeira, e não há quem julgue o contrário.

Portanto, medidas são necessárias para que se diminua e, por fim, erradique as fake news no mundo. As Empresas brasileiras de Tecnologia da Informação, juntamente com as mídias sociais, devem garantir a propagação das notícias consideradas ¨verdadeiras¨, criando dispositivos capazes de filtrar as informações dos posts, verificando a veracidade das informações contidas neles, além do bloqueio dos posts e de usuários que contribuíram para disseminação dos hoax. Ademais, o Poder legislativo deve elaborar uma lei que criminalize a propagação de fake news, com penas rígidas, para que obrigue as pessoas a checar a procedência e veracidade dos fatos lidos, a fim de assegurar um maior cuidado da sociedade em reproduzir conteúdos, conseguindo erradicar totalmente essas noticias.