Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

Em 2014, o caso da diarista Fabiana Maria de Jesus chocou o mundo por conta de sua gravidade. Fabiana foi linchada até a morte após ser vítima de boatos de que ela sequestrava crianças para rituais de magia negra, o que tempos depois, no entanto, foi confirmado como mentira. De fato, relatos como esse comprovam que as “fake news” ou “notícias falsas” representam uma ameaça para a sociedade. Nesse sentido, dois aspectos se fazem relevantes: primeiro, o descuido do Estado com o fato e, em segundo, a falta de recursos capazes de identificar esse tipo de informação, contribuindo, dessa forma, para que infortúnios como o que foi citado anteriormente continuem ocorrendo nos tempos atuais.

Pesquisas da União dos Estados Americanos revelam que o número dos casos de violência contra pessoas, vítimas de boatos e acusações mentirosas, aumentaram em 37% desde 2015. Todavia, apenas 15% deles foram investigados e levados a diante na justiça. Desse modo, pode-se dizer que ainda há um grande débito por parte dos Estados Nacionais em não se voltarem com uma devida atenção para o assunto. Logo, a ótica Aristotélica de que é por meio da justiça que se deve alcançar a harmonia na sociedade, é deturpada, o que corrobora ainda mais o agravamento do problema.

Outrossim, em 2018 a Organização das Nações Unidas divulgou pesquisas que mostram que as “Fake News” já são responsáveis pela morte de quase 3 pessoas por dia no mundo. Partindo dessa verdade, os Governos Federais se mostram um tanto negligentes ao não fomentarem, por meio de investimentos, o desenvolvimento de ferramentas que consigam identificar dados incertos, o que, se fosse feito, diminuiria número de informações falsas nos canais de comunicação. E isso, rompe com a visão Durkheimiana de que a sociedade funciona como um organismo vivo, pois segundo Durkheim, é necessário que todos seus componentes funcionem adequadamente para que nela haja progresso.

Fica evidente, portanto, que as Fake News constituem uma ameaça para a sociedade e, por isso, caminhos precisam ser tomados no combate à esse problema. Assim, os Estados de todas as nações mundiais precisam fiscalizar com mais eficiência a circulação de dados incertos, de modo a prender e punir severamente os indivíduos que publicarem qualquer tipo de notícia sem caráter verídico, seja em redes sociais ou qualquer outro tipo de canal de comunicação, com o fito de minorar os intempéries gerados por essas publicações. Ademais, se faz imprescindível que recursos sejam empregados na profilaxia do problema. Para isso, cabe a cada Nação incentivar o desenvolvimento de ferramentas capazes de identificar informações enganosas, por meio de investimentos em institutos de pesquisas que desenvolvem aplicativos e programas virtuais que consigam fazer essa identificação, a fim de que mais uma barreira seja criada para impedir a disseminação de notícias falsas no mundo.