Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/10/2018

Durante a Terceira Revolução Industrial, houve um grande avanço tecnológico, inclusive nos meios de comunicação, fato que facilitou a divulgação de notícias. No entanto, observa-se que isso também trouxe impactos negativos para a sociedade, como a simplicidade em espalhar boatos, isto é, Fake News, principalmente com a popularização da internet. Diante disso, nota-se que esse fenômeno possui como causa a liberdade de expressão e o desconhecimento da origem das informações.

Nesse sentido, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito de expressão e de opinião. Apesar desse fato ajudar na democracia e na participação do povo no meio social, isso corrobora o não reconhecimento dos limites das próprias ações. Dessa forma, segundo o filósofo Jean Paul Sartre, o ser humano é livre para fazer suas escolhas, sendo o único responsável pelos seus atos. Levando em consideração essa independência, constata-se que as pessoas não refletem sobre os resultados das suas atitudes, principalmente no mundo virtual, levando-as à propagar fake news, bem como desrespeitar em um ambiente democrático.

Ademais, é válido ressaltar que o outro motivo da grande quantidade de mensagens falsas é a falta de conhecimento das fontes informacionais. Há alguns anos, a internet tornou-se algo popular e acessível, fato que facilitou a obtenção de levantamentos acerca da sociedade. Somado a isso, a maioria dos indivíduos pensam que tudo o que circula virtualmente é real, uma vez que muitos não pesquisam a procedência das informações, levando a população a acreditar em notícias que, na verdade, são fictícias. Dessa forma, conforme o escritor Antônio Lobo Antunes, “um povo que lê nunca será um povo escravo”, porém, percebe-se que essa afirmação não condiz com a atual realidade, visto que as fontes desconhecidas disseminadoras de fake news enganam e manipulam os cidadãos, tornando-os escravos de divulgações enganosas.

Torna-se evidente, portanto, que informações falsificadas são resultados da grande liberdade de manifestação, assim como da incompreensão no que se refere a sua proveniência. Logo, pede-se ao Ministério Público que fiscalize mais rigorosamente sites na rede de computadores, por meio de uma investigação para constatar quem são os donos das páginas e qual é a origem do conteúdo, a fim de que reduza a quantidade de matérias errôneas, mantendo a comunidade informada corretamente. Cabe também ao Ministério das Comunicações, em parceria com a mídia, realizar campanhas publicitárias, instruindo o público a analisar a fonte das notícias que são publicadas na rede, para que os habitantes tenham compreensão sobre os assuntos que estão acompanhando.