Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
No longa metragem “O espaço entre nós”, Gardner foi o primeiro humano nascido em Marte, além disso, era filho de uma astronauta em missão morta no pós operatório. Contudo, sua vida foi ocultado e a morte de sua mãe acobertado por justificativas falhas de sistema. Assim também ocorre nos dias atuais. Mentiras, fatos alterados e espalhamento de “fake news” de forma exponencial. Daí surgem as complicações interativas de credibilidade ao que se vê, escuta ou recebe, gerando conflitos, influências e tornam-se, talvez, crime à real ocorrência.
Sendo assim, compartilhar notícias sem informar-se da origem equipara-se a desenvolver um sistema lógico sem conhecimento do tipo de linguagem de programação. É inviável e pode resultar em um trágico trabalho, clientes frustrados e uma desqualificada imagem empresarial. Da mesma forma são os ocorridos neste mundo de “just-time”, no qual a veracidade tornou-se efêmera e o súbito da dispersão, intenso. Em casos pela confiança, outros por imoralidade em produzir os falsos conteúdos e ir de encontro com a vingança, concorrência, maldade e criminalidade, oferecidos como oportunidade pela amplo meio tecnológico disponível a quem queira, possa e deseja utilizar.
Em decorrência, leigos ao avanço tecnológico e seu manuseio inteiram-se do disponível e equivocam-se ao que parece verdade, aumentando os ataques virtuais e violências, distanciando a ética e a moral e aproximando o irreal do cotidiano. Assim, desaparecidos, violentados e abordados são vítimas constantes do meio informativo burlado. Diante dos fatos, é improvável extinguir falsos conteúdos, mas modifica-los e buscar a exatidão pode solucionar o caos vivido. Quiçá, por meio do espelho em países como a Finlândia, que distribui jornais como meio tradicional de informações, com um dos menores índices de “fake news”.
Infere-se, assim, que novas ações sejam incumbidas ao Ministério da Justiça na tarefa de imergir a epidemia de fraudes à informação por meio da instituição de um jornal nacional impresso e disponível à população, garantido originalidade e fontes confiáveis. Para isso, é necessário que se utilize papel reciclado, colunistas qualificados e vinculação a empresas influenciadoras. Assim, o método além de sustentável será confiável, atrativo e acessível. Ainda, é preciso que haja instruções desde a infância, nas escolas, casas e igrejas, acerca do correto manuseio dos meios digitais disponíveis. Logo, os índices de violência, bullying e desconfiança social se tornarão cada dia mais regressivos.