Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.  No entanto, quando se observa as Fakes News, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que essa ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências  de tal postura negligente para a sociedade.

Entretanto, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam  entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve utilizada de modo que,  por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Dessa maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, são compartilhadas com maior frequência notícias apelativas com potencial meramente  alto, rompe essa harmonia ha vista que falsos boatos se espalham 70% mais rápido que verdadeiros, afirma o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Outrossim, destaca-se os perigos de títulos apelativos e polêmicos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim , o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridades, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que quando a notícia falsa é ligada à termos políticos, o alastramento é três vezes mais rápido. Outra conclusão é que falsos boatos se espalham mais que os verdadeiros por os humanos - e não os robôs - ter mais probabilidade de disseminá-las.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, a educação deve ser utilizada como ferramenta para fortalecer a liberdade de expressão e o uso democrático da internet, promovendo as redes sociais como um meio de excluir as pós-verdades. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por professores altamente capacitados que discutam o combate a boatos, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.