Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2018

Uma mentira, uma verdade

O antigo provérbio chinês, “uma mentira contada cem vezes se torna uma verdade”, ainda é uma realidade. Não obstante, com o advento da tecnologia informacional, uma falsa notícia criada na internet é capaz de levar inquietude e riscos para a população. Diante disso, os estamentos sociais continuam a reproduzir o conteúdo enganoso, enquanto Estado procura soluções no combate as famosas “fake news”.

A priori, as notícias falsas são perigosas, já que podem abalar economias e criar conflitos, como a suposta invasão polaca ao território alemão, em 1939 e com esse pretexto, a Alemanha invadiu a Polônia e deu início a segunda guerra mundial. Embora, atualmente, as mídias sociais empreguem mecanismos que filtram inverdades, ainda é fácil criar e difundir uma informação caluniosa com a ajuda da própria internet, pelos sites, como “criesuanoticia.com”.

Nesse mesmo viés, o anonimato que a grande rede proporciona oferece a segurança para o propagador de “fake News”. Apesar de o governo brasileiro criar obstáculos contra os crimes cibernéticos, como o “marco civil da internet”, ainda assim não inibe e nem pune os culpados. Outrossim, o criminoso conta com a cumplicidade da população que não verifica as fontes noticiadas. À vista disso, os estamentos sociais as reproduzem a ponto de gerar barbáries como linchamento de pessoas acusadas de sequestro de crianças.

Desse modo, o combate às “fake News” precisa ser uma luta conjunta entre o Estado e os estamentos sociais. Dessa forma, as mídias sociais, com o aporte do erário, podem por meio de peças publicitárias elucidar para a sociedade a importância de checar a fonte da notícia, a fim de evitar os malefícios das notícias fantasiosas. Ademais, o Estado deve criar punições rígidas para aqueles que propagam inverdades que possam gerar riscos com pagamentos de multas e cárcere, bem como desvendar o anonimato dos criminosos com tecnologias de rastreio digital. Destarte, a pressa em julgar a veracidade de uma informação acaba por atropelar os três filtros de Sócrates, no qual o filósofo condena a reprodução dos boatos, e assim uma mentira se torna uma verdade.