Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
Em 1930, ocorreu no Brasil o assassinato de João Pessoa (vice na chapa de Getúlio Vargas), crime de caráter passional, cometido por João Dantas, que que foi veiculado pela impressa com crime político, sendo o estopim para a Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder. Nesse viés, a Fake News mostra seu poder de persuasão e manipulação das massas populares. Com o advento de internet e da globalização, esse tipo de notícia ganhou maior proporção, dessa maneira, torna-se indispensável a discussão acerca dos fatores corroborantes a essa situação, para que seja possível compreender as consequências desse problema.
A priori, os filósofos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, principais representantes da Escola de Frankfurt, versam sobre a indústria cultural, a qual é responsável por disseminar pensamentos coletivos e massificar opiniões. Com isso, a globalização, comporta-se mecanismo de difusão das Fake News, como sua alta capacidade de interligar lugares (em tempo quase que real) e conectar pessoas. Mediante ao grande fluxo de informações que a globalização permitiu, os indivíduos perdem sua capacidade de pensamento crítico, pois não conseguem analisar esse volume de informação, assim adaptando suas considerações a da coletividade.
No demais, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, abordava em sua obra “O poder simbólico”, a força de persuasão e convencimento que as mídias exercem sobre a população. Nesse sentido, fica clara a importância da averiguação da veracidade das notícias, mediante os impactos que elas podem causar na sociedade. Em um caso muito recente, foi compartilhado uma notícia sobre a Pablo Vittar, onde afirmava-se que a cantora teria um programa infantil patrocinado pela Lei Rouanet para ensinar crianças sobre ideologia de gêneros, o que acabou por provocar retaliação por parte da camada mais conservadora da sociedade, onde a carreira da mesma acabou por ser prejudicada, mostrando os malefícios que esse tipo de notícia pode gerar.
Mediante tal situação, se faz necessária uma ação conjunta entre Estado e população, para minimizar os efeitos de tais notícias como também culpabilizar os responsáveis. Portanto, cabe ao Governo Federal a criação de uma delegacia especializada em crimes virtuais, para assim rastrear, monitorar e repreender esse tipo de crime, assim reduzindo sua ocorrência. Outrossim, cabe a Ministério da Educação, desenvolver um programa nacional de desenvolvimento de leitura crítica, orientando a população em geral sobre como identificar as Fake News, como também à não as compartilhar, assim possibilitando um pensamento mais autônomo e uma maior consciência sobre suas ações.