Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/10/2018
A rede mundial de computadores popularizou-se a partir da década de 1990 no Brasil, e a partir dos anos 2000 os sites de interação, como o Facebook, disseminaram-se. É válido salientar que a internet propiciou uma grande quantidade de informação facilmente acessada e rapidamente divulgada, podendo tais virtudes serem usadas para a disseminação de “fake news” com objetivos nefastos e que incitam a violência e denigrem a honra.
Sendo assim, a Revolução Técnico-científico-informacional, termo cunhado por Milton Santos, ocasionou o surgimento dos blogs, o meio de propagação de conteúdo mais democrático existente atualmente, no qual qualquer pessoa pode tornar-se um emitidor de opiniões para uma grande quantidade de pessoas, e tais informações se espalham rapidamente através de redes sociais, por exemplo, Facebook, Whatsapp e Twitter. Desse modo, a ampla quantidade de conteúdo e a maneira rápida pela qual ela chega até as pessoas retiram o senso crítico da população de questionar a veracidade dos fatos apresentados.
Dessa forma, indivíduos mal-intencionados aproveitam-se da desatenção de muitos internautas para propagar notícias falsas. Atualmente, essa é uma ferramenta muito utilizada por políticos para desmoralizar seus adversários, não à toa mais de 33 “fake news” relacionadas a vice-candidata à presidência, pelo PC do B, Manuela D’ávila, foram retiradas da internet pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Todavia, outros boatos contra campanhas progressistas continuam nas redes sociais, inclusive por próprios candidatos, como no caso do presidenciável Jair Bolsonaro que usando seu Facebook, divulgou um livro no qual seria distribuído nas escolas e ensinaria crianças a fazerem sexo, isso tudo foi uma mentira sobre a qual o Ministério da Educação emitiu uma nota reprovando a atitude do candidato e esclarecendo que o tal manual não foi sequer cogitado.
É necessário, portanto, que a Justiça do Brasil possa agir de duas formas contra as “fake news”. Primeiramente, um órgão de inteligência cibernética deve ser criado pelo Ministério da Justiça, que investigará os conteúdos que possam ser falsos e foram denunciados em uma plataforma criada pela instituição, além de rastrear e punir os criadores de tais boatos. Em segundo lugar, é imprescindível a intensificação das investigações de notícias falsas contra candidatos e que as candidaturas das quais se beneficiariam e possuíam ligação direta com tal crime possa ser cassada. Tudo isso é fundamental para uma segurança do conteúdo na internet.