Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/10/2018
Na hodierna conjuntura brasileira as notícias falsas configuram um grave problema social que assola o cotidiano da sociedade pós-moderna. Tal violação da integridade social, por razões diacrônicas, acontece de modo velado e dissimulado, ainda que exista amparo legal. Nesse ínterim, analisa-se que a disseminação de informações inverídicas ou artificiais demandam preocupação constante, haja vista que são máculas inerentes ao Brasil oriundas de dois aspectos que se designam relevantes: a falta de fiscalização e o egocentrismo de quem produz as notícias. Diante disso, faz-se necessário ponderar os motivos dessa ultrajante situação que vigora no país.
A princípio, percebe-se que a propagação de notícias falsas deve-se a questões antiéticas. Sob a perspectiva do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, as atuais relações sociais foram intensamente menosprezadas, posto que os indivíduos apresentam características extremamente individualistas. Desse modo, observa-se a ratificação desse postulado por meio de significativas manifestações de indiferença e falta de altruísmo, contribuindo para a disseminação de informações não consolidadas, principalmente nas redes sociais. Nesse âmbito, conclui-se que um dos fatores que favorecem a perpetuação da problemática provém de atitudes inconsequentes.
Outrossim, é importante salientar a falta de fiscalização de notícias como intensificador do impasse. É inegável que a internet proporciona uma inclusão social sem precedentes, no entanto, a ausência de validações possibilita que usuários tenham acesso a qualquer tipo de informação. A vista de tal preceito, nota-se que a população não contesta as notícias provindas de fontes inconfiáveis e consequentemente, realizam o compartilhamento das chamadas “Fake news” – falsas informações. Nesse contexto, verifica-se a necessidade do consumo de informações com origem segura.
Infere-se, portanto, que notícias inverídicas devem ser evitadas. Sendo assim, cabe ao Ministério da Defesa implantar instituições de vigilância de dados, com o intuito de interceptar notícias falsas, para que se possa promover a segurança das informações. Ademais, provém ao Ministério das Comunicações disseminar a necessidade de analisar a origem das notícias, por intermédio das redes sociais e das mídias televisivas, a fim de propagar a compreensão da importância de fontes confiáveis. Assim, será possível construir uma sociedade mais consciente.