Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2018
Com o advento da Revolução Tecnocientífica, no século XX, promoveu-se o desenvolvimento das tecnologias da comunicação, tendo como principal veículo inovador a internet. Embora o crescimento do ambiente virtual tenha proporcionado a aproximação das relações humanas e a redução das distâncias, com tal meio, possibilitou-se a ampliação da disseminação dos boatos. Nesse aspecto, a negligência dos cidadãos e a polarização política que tem tomado o país influenciam as ‘‘fakes news’’ no sistema de informação, gerando consequências para a sociedade.
Nesse contexto, a falta de interesse em averiguar a veracidade das notícias no meio virtual estimula a problemática. O fato de os indivíduos publicarem nos perfis de suas redes sociais, como o ‘‘Facebook’’, sem ao menos pesquisar a fonte do conteúdo, evidencia o comportamento negligente do brasileiro. Assim, percebe-se a perda da influência do pensamento cartesiano proposto por Descartes, pois, em vez de questionarem, ato essencial para a teoria do filósofo para a aquisição de conhecimento, compartilham reportagens sem fundamentação científica. Logo, possibilita-se o crescimento de movimentos, como o anti-vacina, uma vez que, ao não duvidarem do conteúdo da internet, leva-os a acreditarem numa possível reação adversa relacionada à vacina tão presente nas notícias falsas.
Ademais, a presença de embates políticos mais acirrados na sociedade brasileira contribui para um ambiente virtual repleto de fake news. Exemplo de tal situação é o caso da vereadora Marielle Franco, que, após seu assassinato, tentavam difamar a jovem negra de periferia, forjando imagens da mulher com o intuito de envolvê-la com criminosos e justificar a sua morte. Isso ocorre porque os cidadãos e até mesmo candidatos a cargos públicos visam a obter vantagens sociopolíticas, como ganho de votos, e desmerecer o trabalho realizado do acusado, ao veicular políticos a supostos atos ilícitos. Dessa forma, contraria-se a visão kantiana de ética do imperativo categórico, no qual se deve respeitar e zelar pelo ser humano, pois é o correto a se fazer. Nesse sentido, o compartilhamento de informações falsas na política quebra a máxima de ética do filósofo Kant.
Portanto, a falta de instrução para verificar fonte da notícia e a polarização política contribuem para o cenário de fake news na internet. Por isso, cabe às instituições educacionais estimularem palestras que ensinem identificar reportagens falsas, por meio de debates com especialistas, como jornalistas, a fim de diminuir o compartilhamento de boatos, reduzindo os movimentos que possam gerar consequências para sociedade. Outrossim, o Ministério da Comunicação deve alertar a população sobre a circulação de fake news relacionadas à política, por intermédio de propagandas nas redes sociais, como ‘‘Twitter’’ e ‘‘Facebook’’, com o objetivo de reduzir sua disseminação.