Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/10/2018

Desde a liberação da internet ao público geral nos anos 90, pessoas de lugares distantes no mundo inteiro puderam estabelecer contato através da hipermídia na World Wide Web. Atualmente, não obstante, as empresas brasileiras de informação e comunicação fazem uso do meio online para propagar notícias e conectar os interlocutores, entretanto, os dados não só estão permeados de interesses políticos e econômicos, mas também não são transmitidos democraticamente. Dessa forma, é imprescindível a análise acerca de notícias falsas, para que seus malefícios sejam compreendidos e extirpados.

A informação foi polarizada devido aos elevados custos das novas tecnologias, que são essenciais para o acesso às diferentes mídias, mas são encontradas majoritariamente nas mãos dos estratos mais abastados da sociedade. Dessarte, é de suma importância perceber a injustiça presente, uma vez que as notícias propagadas representam interesses de uma minoria da população. De tal maneira, a sociedade é encontrada sobre pilares frágeis, haja vista que para Aristóteles, a justiça é a base dela, e terá, portanto, consideráveis desafios em alcançar progresso quando se há uma recorrente falseabilidade dos acontecimentos.

Em concomitância, a comunicação no dia a dia nas redes sociais está exposta à manipulação por diversas instituições, que usam os internautas para transmitir conteúdo falso aos seus confidentes, o que faz com que os receptores da mensagem muitas vezes associem sua veracidade ao transmissor. De forma análoga, o governo de Getúlio Vargas usou a propagação de uma falsa ameaça comunista no Brasil para instaurar o Estado Novo, de 1937 a 1945. Contudo, é necessário mirar resoluções, pois, consoante Confúcio, não corrigir as falhas é o mesmo que cometer novos erros.

Em vista dos argumentos supracitados, é possível notar a gravidade das causas e consequências das Fake News e a necessidade de uma resolução para tal problemática. O Estado deve, portanto, democratizar as tecnologias de informação e comunicação, por meio de novas políticas inclusivas, com uma redução nos impostos sobre os aparatos digitais, fornecimento de subsídios aos necessitados, distribuição de jornais que atinjam regiões periféricas e ampliação de redes de internet, a fim de diminuir a concentração de informação. Em paralelo, as escolas devem preparar as crianças e os adolescentes, através do estímulo do raciocínio crítico, com aulas sobre as diferentes mídias, proposição de palestras e seminários e distribuição de cartazes e panfletos descritivos sobre senso comum, tendo por objetivo evitar a formação de adultos perpetuadores de notícias faltas. Com os esforços mútuos de ambos agentes, os perigos acerca da problemática serão extirpados.