Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/10/2018
Há algum tempo atrás, as eleições nos Estados Unidos tomaram proporções inimagináveis, devido a surto de “fake news”, que, em sua maioria, foram divulgadas através das redes sociais. Ao analisar o contexto atual, cada vez é mais perceptível a influência das falsas notícias na vida da população, principalmente, em ano eleitoral. A problemática em questão dá-se de modo especial ao adentrar campos éticos e morais, além de promover a alienação de civis.
De acordo com dados do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à informação (Gpopi), no Brasil, foram compartilhadas “fake news” por 12 milhões de pessoas, aproximadamente, durante o mês de junho. Números alarmantes como esse promove reflexão sobre a quantidade de informações sem credibilidade são vinculadas nas redes, o que pode gerar danos à imagem das pessoas que são vítimas da mesma, como difamação, calúnia, injúria, e até mesmo incitação ao homicídio.
Por outro lado, pessoas de boa índoles também são afetadas ao serem ludibriadas por notícias falsas ou incompletas. Segundo levantamento feito pela Psafe DFNDR — aplicativo de segurança para Android —, 8,8 milhões de brasileiros foram impactados com Fake News em três meses. Vale ressaltar também que nos últimos tempos, um turbilhão de informações foram divulgadas a respeito dos presidencialistas e demais candidatos a cargos políticos, entretanto, nem sempre o apresentado é condizente com realidade. A exemplo disso, tem-se o caso da Manuela, candidata a vice-presidente pela chapa do PT, juntamente com Fernando Haddad, que teve imagens e vídeos difundidos em redes sociais, promovendo, assim, uma perspectiva deturbada para os eleitores.
Dessa forma, constrói-se uma sociedade civil com visão distorcida daqueles que virão a representar seu país. Portanto, faz-se evidente que as “fake news” são o grande mal do século. Assim, o Estado em junção com o poder judiciário deve promover maior efetivação da lei que condena o compartilhamento de notícias falsas ou incompletas, por meio do aumento da fiscalização no meio virtual, além de ampliar as penas para quem comete tal crime. Outrossim, incube ao Ministério da Educação (MEC) em consonância com a escola, por meio de trabalhos em grupos, palestras e disciplinas eletivas tratar a respeito da educação digital. Pois, dessa forma, conseguir-se-á diminuir, ou até mesmo, erradicar o problema das informações inverídicas.