Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2018

Durante a Revolução Francesa, jornais chamados “Canards” eram palco para boatos, especialmente políticos. As notícias falsas não são novidade na imprensa, entretanto, sua disseminação foi amplamente impulsionada após a revolução técnico-científica, que deu origem à Internet. Hoje, as fake news são incalculavelmente produzidas, consumidas e passadas adiante, tendo como os principais responsáveis os interesses financeiros e políticos por trás delas, além da corroboração da população para o seu crescimento.

A popularização da Internet, apesar de recente, conta com aparelhos móveis, como os “smartphones”. Neles, qualquer indivíduo pode acessar um enorme contingente de informações e participar das redes sociais. Com o Twitter e o Facebook, a veiculação de boatos e notícias distorcidas tornou-se comum entre os cidadãos, que não só consomem tais conteúdos, mas também os compartilham irresponsavelmente, sem questioná-los. Esta realidade se intensifica com o uso de redes privadas, como o WhatsApp, que impossibilita qualquer tipo de monitoramento.

Ademais, há um claro interesse econômico, assim como político na produção de fake news. As notícias falsas, além de possibilitarem o ganho de dinheiro mediante cliques em matérias com manchetes tendenciosas, também têm forte influência em questões políticas, repetindo um padrão antigo. Foi o caso da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, a qual foi empregado o uso de diversos boatos que impulsionaram a vitória.

Dessa forma, para solucionar a problemática, os responsáveis pelas grandes mídias devem criar cadeias de monitoramento de notícias, que apurem as informações de grande circulação por meio de comparação de dados, a fim de esclarecer a veracidade de tais conteúdos, e fazer a divulgação dos resultados no meio virtual para toda população. Além disso, o Estado deve criar campanhas televisivas sobre o tema e distribuí-las em horário nobre, com o objetivo de instruir e incentivar o consumo e compartilhamento consciente de notícias aos cidadãos.