Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/10/2018
O surgimento da internet— após um período de grande tensão e ocultação de tecnologias denominado Guerra Fria— trouxe esperanças para a democratização do acesso à informação e sua divulgação. Entretanto, nos dias atuais, embora tais conhecimentos estejam alcançando a população, muitas das vezes ele vem carregado de informações falsas que não só podem prejudicar as pessoas, mas também a democracia pela falta de zelo dos indivíduos ao não checarem a veracidade dos fatos propagados.
Tal propagação das famosas “fake news” tornou-se um mercado lucrativo com grande poder de influência sobre os que são afetados. Depois das eleições presidenciáveis dos Estados Unidos da América, em 2016, que foi cercada de polêmicas, o programa televisivo Fantástico da Globo fez uma reportagem com um indivíduo responsável por criar algumas falácias. Ele explicou que há captação de renda devido aos cliques e compartilhamentos; além disso contou as estratégias utilizadas: manchetes e imagens apelativas.
Consequentemente, essa divulgação em massa de mentiras acaba interferindo negativamente na sociedade e nas suas tomadas de decisão. Segundo Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, uma mentira repetida inúmeras vezes torna-se verdade. Isso representa bem a população alemã que, naquela época, apoiava o nazismo e via Hitler como salvador, mas não sabiam dos absurdos que ocorriam.
No entanto, diferentemente da Alemanha Nazista, atualmente, existe a liberdade de buscar informações para comprovar o que é dado como verídico, mas são poucas as pessoas que possuem esse hábito. Dificilmente, aqueles que compartilham “fake news” pesquisam sobre a fonte de tais notícias e observam-na com criticidade— por que aquilo ocorre, quem se beneficia e o que pode gerar.
Portanto, nesta era da informação, é fundamental que não apenas o governe regule a propagação de mentiras, mas que a mídia profissional estimule nos indivíduos um senso crítico sobre aquilo que é informado através de links sobre o mesmo assunto, mas de outras fontes no final da notícia. Assim, atraindo mais público, arrecadando mais e trazendo confiabilidade ao próprio conteúdo. Dessa forma, a sociedade ganha ao fugir dos erros do passado que podem comprometer a própria cidadania.