Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/10/2018

As “Fake News” são notícias falsas com aparência verdadeira sobre determinados assuntos. Em 1937, o então presidente Getúlio Vargas forjou um documento que comunicava um falso golpe comunista, o que favoreceu para o governo de Vargas até o fim de seu ministério. Por conseguinte, acontecimentos como esses apresentam a nociva facilidade de propagar-se falsos conteúdos pelo país, presente até a contemporaneidade brasileira. Com isso, causando transtornos e atitudes desagradáveis, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.

A princípio, o número de causas sobre as “Fakes News” são alertantes. No Brasil, pelo fato de as leis em relação a esse assunto serem silentes, a proliferação aumenta de uma maneira mais facilitada, motivo pelo qual as notícias falsas se expandem de maneira vertiginosa e sem punições aos responsáveis. Contudo, o índice de prejudicados cresce em proporção a divulgação dessas notícias, como exemplo, o caso de culpar os macacos pela febre amarela e o uso das vacinas a causa do autismo.  Logo, a falta de questionamento, estudo e verificação sobre as fontes de pesquisas, causa o aumento da ignorância na sociedade e a regressão crítica em relação aos principais temas sociais, cuja participação intelectual populacional é essencial  para os efeitos governamentais no país.

Ademais,  o responsável pelas notícias falsas usa o principal meio de comunicação atual - redes sociais- para induzir o usuário, de maneira prejudicial,  a acreditar no determinado assunto que ele abrange. Nesse viés, conforme afirmativa do filósofo polonês Zygmunt Bauman, as redes sociais é uma ótima ferramenta para oferecer serviços prazerosos, porém são uma armadilha. Elucidando essa ideia, essa armadilha prende o leitor em um campo de mentiras - com aptidão - pela falta de análise das fontes, expandindo a alienação influenciada pelo compartilhamento de mentiras. Com isso, o indutor da notícia alcança o objetivo de manipular o usuário e mantê-lo na armadilha denunciada por Bauman, assim, alimentando casos que acontecem desde 1937 na era Vargas.

É notório, portanto, o grande problema das “Fakes News” na era da informação. Dessa maneira, é preciso que as instituições educacionais despertem a conscientização crítica sobre esse assunto, por meio de palestras educacionais, alertando a gravidade de falsas mentiras e as consequências para a sociedade. Além disso, O governo deve vigorar a lei que melhor se aplica à proliferação de notícias falsas, punindo por intermédio de multas e punições, o executor que cometeu esse crime. Por fim, as mídias juntamente com as ONG’s devem criar um mecanismo de alerta para as “Fakes News”, a fim de identificar as informações falsas, por meio de links, fontes e leituras sobre esse assunto. Assim, diminuindo as armadilhas falsas e ampliando o meio de conhecimento por fontes verdadeiras.