Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/10/2018

Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, os avanços tecnológicos criaram e expandiram um meio de comunicação ditado pela informática e pela internet. No entanto, em meio a uma era cada vez mais globalizada e tecnológica, tornou-se comum a disseminação de fake news. Dessa forma, sabe-se que a formação de um “mercado de notícias” e a baixa procura por veracidade das informações influenciam na problemática em questão.

Em primeira análise, é importante ressaltar que há interesses políticos e econômicos por trás da disseminação das fake news. Com isso, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global. Não é à toa, então, que, segundo a revista Época, as fake news viraram um grande negócio. Assim, muitos partidos passam a alienar a sociedade a aceitar determinado governo no poder inibindo a sociedade de formar suas próprias concepções.

Ademais, a sociedade não se preocupa com a efetividade das informações recebidas pela internet. Entre os indivíduos, não há um senso crítico e políticas que incentive a educação digital dos usuários, como exemplo, a checagem de fontes das notícias recebidas, além de confirmar autenticidade por outros veículos de informações confiáveis. Dados da fonte G1 afirmam que 40% dos brasileiros não conseguem identificar imagens manipuladas, e assim, cada vez mais pessoas compartilham boatos pelas redes sociais. Em virtude disso, muitos cidadãos são vítimas da manipulação e sofrem calúnia e muitas vezes até violência devido às notícias falsas.

Torna-se necessária, portanto, a adoção de medidas que visem mitigar esse celeuma. Para tanto, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados que criminaliza a divulgação de notícias falsas, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Além disso, cabe a mídia promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento de fake news, com fito de reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.