Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

“Fake News” são notícias com aparência jornalística confiável, porém, não têm nenhum compromisso com a realidade e se diferem de um erro comum por ter o propósito de enganar o público. As mentiras midiáticas sempre existiram, mas as tecnologias da era digital favorecem a sua disseminação, gerando perigosas consequências como a destruição de reputações e a fraudação de processos decisórios das democracias.

Em primeiro plano, percebe-se que são os próprios receptores que fomentam a difusão das mentiras porque são envolvidos por sentimentos de surpresa, repulsa e medo, dessa forma, repassam a mensagem sem verificar sua validez. Sendo normalmente a temática das “fake news” uma ação repudiada praticada por alguém, essa pessoa pode ter a reputação comprometida e ainda ser perseguida e violentada como Nelson Rodrigues representou na obra “O beijo no asfalto” em que Arandir teve sua imagem associada a uma grande mentira criada por um jornal sensacionalista.

Ademais, o Plano Cohen, um documento falso encomendado por Getúlio Vargas para disseminar a ameaça comunista, foi usado como pretexto para o então presidente instaurar o Estado Novo. Da mesma forma, mentiras são propagadas como ferramenta de manipulação em massa capaz de definir decisões políticas dos cidadãos, prejudicando eleições e a democracia.

Portanto, é urgente que os gestores de redes sociais em parceria com a Justiça Brasileira estabeleçam mecanismos que ajudem a detectar “fake news”  para então serem excluídas das páginas virtuais e os que cometeram a infração sejam punidos conforme a Constituição Cidadã. Além disso, é de extremo valor que seja acrescentado à Grade Curricular das escolas a educação digital, instruindo o aluno a agir eticamente nas redes sociais e a desenvolver um senso crítico para detectar o que é ou não verdadeiro. Dessa forma, a liberdade de expressão e o uso democrático das informações serão aproveitados.