Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/10/2018
A internet, diferentemente das demais mídias, tem a peculiaridade de possibilitar uma via de mão dupla para a informação, desse modo quem até pouco tempo era apenas receptor desta passa a ter o poder de propagá-la. Essa perspectiva, no entanto, dá forças a um problema antigo, as notícias falsas. Aparentemente inofensivas, elas podem ser precursoras de mudanças políticas ou, ainda, ampliar problemas sociais contemporâneos, como a violência.
Nesse contexto, as fake news criam vantagens para quem procura poder político. Em vista disso, o ex-presidente Getúlio Vargas, a fim de permanecer como chefe de Estado, divulgou informações falsas sobre um suposto ataque comunista, o plano Cohen, que, além de possuir natureza falaciosa, feriu a democracia da época. É notório, logo, que as fake news podem ultrapassar as mensagens em redes sociais a ponto de atingir a gestão ou o cenário político de nações.
Ademais, as notícias falsas podem trazer problemas para a segurança pública. Sob essa perspectiva, frequentemente é noticiado, por portais como o G1, que notícias mal vinculadas sobre crimes cruéis causam grande comoção, resultando em vítimas da ‘‘justiça popular’’ qualquer pessoa com as mesmas características do suspeito, agravando, assim, um estado de violência social dificilmente controlado pelos agentes da segurança.
É perceptível, portanto, a necessidade de subverter essa problemática. Para isso, o Ministério Público, em conjunto com os veículos midiáticos, deve criar um projeto com a finalidade de informar à população por meio de campanhas que discutam sobre a necessidade de buscar as fonte de uma notícia; as características de uma fake news, como a falta de autoria e o tom sensacionalista e, por fim, faça com que o índivíduo questione-se sobre quem de beneficia com determinadas notícias e atue ao ajudar a impedir a propagação de informações falsas.