Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler utilizou de propagandas falsas para valorizar a sua imagem e manipular a população alemã a seu favor. Sob esse viés, podemos entender que tais atos se enquadram perfeitamente no que conhecemos por fake news, notícias falsas que parecem ser reais. Essa problemática exige atuação do Estado e, principalmente, do povo a fim de combater essa mácula social.

A princípio, as redes sociais e o universo da informação facilitam o escoamento das notícias enganosas de maneira extremamente rápida. Geralmente, a notícia tem um tom alarmante que leva, sobretudo, pessoas alienadas e grupos fragilizados (população carente e analfabetos funcionais) a acreditarem nos absurdos citados e ainda compartilha-los.

Além disso, boa parte da população tem os instrumentos, mas não possui o hábito de checar se a notícia é verídica, já que, como afirma Francis Bacon, as pessoas preferem acreditar naquilo que elas querem que seja verdade. Por fim, no Brasil não há uma lei que pune e proíbe a criação das fake news, pois como em geral, elas tem um grande poder de influenciar e manipular as pessoas, essas informações falsas podem se tornar antidemocráticas, uma vez que acabam por privar o cidadão do acesso a informação legítima que lhe é garantido por lei.

Visando a segurança da população e a propagação de informes verdadeiros, é dever das instituições de ensino aprofundarem os ensinamentos de análise textual, mostrando aos alunos como indentificar e reconhecer notícias desse tipo. Cabe ao Ministério da Justiça, criar leis que proibam a criação de fake news, e junto a Polícia Federal, multar os autores e até mesmo aqueles que as compatilham, por meio da criação de sites de denúncias específicos para esse tipo de crime. Assim como cabe ao Ministério da Justiça com o auxilio de empresas computacionais, criar programas que terão como função alertar os leitores se a notícia que estão lendo é verdadeira.