Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/10/2018

Informação desajustada

A Terceira Revolução Industrial teve início na década de 1940 e destacou-se no uso das tecnologias, para minimizar os custos e o tempo de produção. Da pluralização dos avanços, até a facilidade de acessar informações, a nociva “fake news” implica na disseminação de conhecimentos e, ainda, provoca desordem e preocupação na sociedade – um espetáculo, teatralmente, interesseiro.

No que se refere à evolução da tecnologia, torna-se notório que invadiu a vida das pessoas, encurtando distâncias e trazendo mobilidade. Sob esse prisma, com a expansão da Internet, as notícias revelam manipulação de dados, além da distorção de informações verdadeiras, uma vez que apresenta amplo alcance geográfico, à medida que quando compartilhada por vários usuários transmitem com facilidade e rapidez. Nesse sentido, os internautas colocam em dúvidas todas as demais notícias, que caminham na contramão do jornalismo digno e comprometido.

Por esse viés, em todos os setores, uma divulgação falsa pode prejudicar um produto, gerando dano financeiro; na área social, denegrindo algum grupo específico, como também na saúde, divulgando conceitos fictícios contrários a vacinação ou relacionando com doenças graves. Nesse contexto, ataques discordantes da vacina nas redes sociais em 2018, causou a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar, o que não caracteriza veracidade, já que algumas doenças – poliomielite e varíola – foram erradicadas devido o desenvolvimento de antígenos que induzem o organismo a produzir anticorpos. Por fim, o corpo social precisa estar atento e informado ao ler as matérias.

Infere-se, pois, que a descabida “fake news” conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, o Governo, juntamente com os Deputados devem validar o projeto de lei 6.812/2017, que caracteriza como crime divulgar informação falsa, aplicando multa para os provedores, a fim de garantir a execução efetiva da lei. E, o Ministério da Educação, distribuir informativos impressos e na mídia digital, por meio de alertas, para que busquem fontes confiáveis no intuito de não tornarem-se vítimas das notícias falsas e compartilhar conteúdos sem fundamentos. Logo, planos e metas que valorizem a era da informação.