Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2018

Os perigos das fake news na era da informação conjugam um problema que necessita ser debatido. Nesse viés, consoante pesquisa da agência We are social, 62% dos brasileiros são usuários ativos das redes sociais. Ou seja, uma significativa parcela da população utiliza a ferramenta mais atuante na propagação de notícias falsas. Por conseguinte, dois aspectos fazem-se relevantes: o princípio da pós-verdade e a carência de mecanismos contestadores.

Assim, entende-se por pós-verdade, a confiança cega atribuída às informações compartilhadas nas redes, especialmente matérias que envolvem crenças e gostos do universo do internauta, propiciando que uma série de inverdades sejam propagadas sem que uma análise de sua veracidade seja feita. Sob essa perspectiva, destaca-se a ideologia racionalista do filósofo René Descartes, o qual pregava a dúvida, inclusive das próprias convicções, como meio de obter a verdade. Com efeito, nota-se a necessidade de políticas que ensinem a sociedade a suspeitar e a identificar informes equivocados.       Somado a isso, a falta de sistemas de avaliação é igualmente fator para essa problemática. Nesse sentido, ressalta-se o epigrama do ministro da propaganda nazista Joseph Goebels: “uma mentira repetida mil vezes, torna-se uma verdade”, o que resume a tendência de uma inverdade se nada intervir. Todavia, um hipotético sistema que filtre todas as notícias e manifestações online poderia ser interpretado como uma ameaça à liberdade de expressão garantida pelo artigo 5 da constituição federal de 1988. Contudo, é possível que organizações confiáveis rebatam as informações fictícias sem atacar a direitos constitucionais.

Destarte, é indubitável que medidas fazem-se necessárias para abrandar essa situação. Para isso, o governo, na figura do Ministério da Educação, deve incorporar à base comum curricular das instituições educacionais a problemática envolvendo as fake news, ministrando, nas aulas de português e informática, métodos de identificar fontes confiáveis aos estudantes, despertando-os, assim, para uma consciência crítica. Outrossim, cabe empresas fidedignas do ramo jornalístico desmentir injúrias propagadas na rede, criando, para isso, setores específicos de investigação e combate a essa adversidade, alertando, dessa maneira, a sociedade do que é fato ou ficção. Logo a partir do conjunto de ideias supracitadas, os perigos das fake news na era da informação tornar-se-ão mais controlados.